SXSW 2019: as melhores startups do ano popularizam a saúde

Fonte: ÉPOCA

Na disputa promovida pelo festival de inovação, as três empresas vencedoras apresentam soluções bem vindas a países como o Brasil
Equipe da Proov Test recebe prêmio de startup do ano no SXSW 2019 (Foto: época negócios)Equipe da Proov Test recebe prêmio de startup do ano no SXSW 2019 (Foto: época negócios)

O SXSW, maior evento de inovação do mundo, não se limita a reunir as pessoas e empresas mais influentes. Busca também reconhecer os empreendedores mais promissores, ao promover uma disputa entre startups.

Além de visibilidade, a empresa vencedora ganhou um prêmio simbólico de US$ 1 mil. As três primeiras colocadas ganharam viagens para o Global Entrepreneurship Summit (GES) 2019, em junho, na Holanda, além de mentoria do laboratório Sandoz. Eis os premiados:

1º lugar – Proov Test
Criada pela empreendedora Amy Beckley, doutora em farmacologia, a Proov Test identifica o nível de progesterona da mulher: após um exame de urina, que pode ser feito em casa, o resultado sai em 5 minutos.

“Há muitas soluções no mercado para a mulher saber que não vai engravidar e outras tantas para checar se está grávida. Mas nenhum produto mostra se a mulher está ovulando corretamente e se seus hormônios permitem a gravidez”, diz Amy. Ela própria teve dificuldade para engravidar, e diz que um a cada seis casais nos EUA também passam por isso.

Em 2016, Amy lançou a proposta no site de crowdfunding Indiegogo. Conseguiu alcançar a meta de financiamento, de US$ 43 mil, em 48 horas. Em 2017, a empresa começou a vender seus testes na Amazon.

2º lugar – Hera Health Solutions
A startup procura aperfeiçoar medicamentos de uso prolongado. Muitos pacientes acabam deixando o tratamento de lado, afirma o CEO da empresa, Idicula Mathew. Criada por alunos da Georgia Institute of Technology, a Hera Health Solutions desenvolveu um implante contraceptivo para substituir os tradicionais, feitos de metal e que precisam ser removidos periodicamente.

O modelo da Hera é biodegradável. Por isso, não precisa ser removido, o que evita complicações nesse procedimento. Com custo de produção de US$ 9, a empresa pretende lançar o produto nos Estados Unidos por US$ 800 – tamanha margem de lucro é um indício de como a empresa não encontra concorrentes diretos. A startup também busca parcerias para levar o dispositivo a países em desenvolvimento, por preços mais acessíveis.

3º lugar – MedSaf
A ideia de criar a startup veio quando um amigo da fundadora, a nigeriana Vivian Nwakah, morreu por ter tomado remédios falsificados. Um em cada dez medicamentos vendidos na África são falsos ou não obedecem às regulações existentes. O maior problema, diz Vivian, está na distribuição das drogas para mercados emergentes.

A MedSaf é uma plataforma online para a venda corporativa de medicamento. “Conseguimos unificar a compra e gestão dos estoques em países em desenvolvimento”, diz Vivian. No futuro, a startup pretende permitir o rastreamento dos remédios via QR code. A empresa tem 70 clientes, entre hospitais, clínicas e seguradoras.

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