O executivo que sai pelo mundo caçando unicórnios

Fonte: ÉPOCA

Desde que começou a trabalhar na Qualcomm Ventures, em 2012, Carlos Kokron dedica-se a descobrir startups inovadoras em diferentes continentes
Carlos Kokron, 54 anos, Vice-presidente Qualcomm Diretor executivo para América Latina Qualcomm Ventures  (Foto: Divulgação)Carlos Kokron foi um dos primeiros a acreditar no potencial da 99, o primeiro unicórnio brasileiro (Foto: Divulgação)
Carlos Kokron, 54 anos, Vice-presidente Qualcomm Diretor executivo para América Latina Qualcomm Ventures  (Foto: Divulgação)

O paulistano Carlos está em sua terceira missão em solo americano. Atualmente, responde pela operação com startups da América Latina e da Coreia do Sul. Ele trabalha com o assunto desde 2012, quando chegou à Qualcomm. Por cinco anos, dedicou-se a acompanhar startups brasileiras. Foi um dos primeiros a acreditar no potencial da 99, que viria a ser o unicórnio brasileiro número 1. “A melhor parte do meu trabalho é conhecer empreendedores e inovações mundo afora, não só no Vale do Silício e no Brasil”, diz.

FÁCIL
A decisão de ir com a esposa para os Estados Unidos não foi difícil. Os dois filhos já moravam lá desde 2017, para estudar, e a saudade apertava. “Não pensamos duas vezes. Tomar café da manhã com meu filho, de férias, não tem preço.”

DISTÂNCIA
Para amenizar a saudade, Carlos recorre à tecnologia. “O mundo está menor do que há 20 anos.” Uma vez por semana, fala por WhatsApp com o melhor amigo, que mora em Londres. “Não se compara a tomar uma cerveja junto, mas ajuda”, diz.

CABEÇA ABERTA
Engenheiro químico de formação, Carlos tem orgulho de ter “pivotado” sua carreira. Ser receptivo a novas possibilidades é sua principal dica para quem pensa em construir uma carreira internacional. “Você evolui, ganha novas responsabilidades e aprende a se posicionar em uma nova cultura.”

FUTURO
Está animado em relação ao futuro. “A Qualcomm Ventures é uma empresa respeitada, com potencial de melhoria em certos processos”, diz. “Vivo um momento repleto de desafios para os próximos anos.”

BRASIL
Sobre voltar para o Brasil, não titubeia: com boas oportunidades, retornaria. “É meu país e acredito que pessoas trabalhadoras podem contribuir para sua mudança”, diz ele. “Se precisasse, voltaria sem problemas.”

CRISTIANO
Outro brasileiro ocupa posição de destaque na fabricante de chips para celulares e sistemas de telecomunicações. É Cristiano Amon, presidente global da Qualcomm Incorporated. A equipe de Carlos apresenta projetos a ele. “Apesar de superatarefado, ele sempre se coloca à disposição”, diz Carlos. Na companhia desde 1995, Cristiano assumiu a presidência em janeiro passado.

ORGULHO
Entre as conquistas profissionais, Carlos destaca o investimento da Qualcomm na 99. “Sinto-me realizado por ter notado o potencial da empresa lá atrás. O mérito é dos empreendedores, mas participar da formulação da estratégia foi muito enriquecedor.”

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