Sete dicas da ciência para manter a calma durante uma crise

Fonte: ÉPOCA

Respirar fundo realmente ajuda a ter mais clareza, mas estudos indicam outras formas de aliviar a tensão
Os chás normalmente são associados ao alívio do estresse (Foto: Pexels)
Os chás normalmente são associados ao alívio do estresse (Foto: Pexels)

Em momentos de estresse, cada um tem a sua própria “receita” para aliviar a tensão. Seja na vida pessoal ou no trabalho, o ritmo da vida moderna coloca uma carga intensa de nervosismo no cotidiano – e encontrar maneiras eficientes de relaxar se torna fundamental. Por sorte, a ciência pode nos ajudar nessa tarefa. O site do jornal britânico The Guardian listou sete maneiras, indicadas por estudos, de manter a calma em momentos de crise. Confira a seguir.

Faça um exercício leve pela manhã

Começar o dia com uma atividade física de intensidade moderada ajuda a reduzir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, até 90 minutos após a prática. É o que concluiu um grupo de pesquisadores de Berlim em 2015, que analisou um grupo de homens jovens. Outra pesquisa mais recente, feita nos Estados Unidos em 2018, identificou que voluntários que haviam se exercitado por 30 minutos elevaram seu nível de resposta a situações inesperadas.

Passe um tempo com um amigo próximo

Um estudo de Zurique, realizado em 2003, mostrou os benefícios de se passr algum tempo com um amigo próximo. No grupo pesquisado, homens jovens e saudáveis ​​tiveram uma reação negativa menor a uma experiência psicologicamente estressante depois de terem passado um tempo com um amigo imediatamente antes. O resultado reflete uma necessidade natural por conexão humana: os seres humanos evoluíram em tribos, então estão programados para se sentirem mais seguros quando formam conexões com outros.

Olhar com atenção o mundo fora dos escritórios e aproveitar o ar livre pode ajudar na recuperação mais rápida de experiências estressantes. E isso pode ser útil até mesmo virtualmente. Em uma pesquisa realizada em 2013 pela Universidade de Esssex, pessoas que apenas olharam para fotos da natureza demostraram uma recuperação mais acelerada. Ou seja: saiba valorizar aqueles fundos de tela com paisagens naturais deslumbrantes.

Não se esqueça de respirar

Diversos estudos comprovam que respirar lenta e profundamente acalma. Pesquisadores da Geórgia, nos Estados Unidos, observaram recentemente que 15 minutos de respiração profunda reduzem a reatividade da rede nervosa durante a resposta ao estresse em veteranos de guerra com transtornos pós-traumáticos.

Todo o ritual de beber uma xícara de chá nos remete mentalmente à tranquilidade. A associação entre a bebida e o alívio do estresse foi raramente testada cientificamente, mas pesquisadores da University College London comprovaram que, entre voluntários que beberam chá preto e outros que degustaram outra bebida cafeinada – ambas com 72 mg de cafeína –, aqueles que optaram pelo chá se recuperaram mais rápido do estresse.

Mude o foco para outra coisa

Depois que a cena estressante passa, você pode até não estar mais fisicamente presente, mas mentalmente essa separação é mais complicada. A chance daquele momento ficar martelando na sua cabeça e gerando cada vez mais estresse é grande. Por isso, encontrar outra atividade para se concentrar é fundamental para não deixar sua mente transitando por aí. A escolha é livre: pode ser uma leitura ou um jogo de celular, mas você precisa estar concentrado. Em 2002, pesquisadores da Universidade da Califórnia demonstraram que, após uma situação de estresse, os voluntários que relaxaram mais rápido não foram os que tiveram permissão para descansar, mas sim os que receberam alguma tarefa que exigiu toda a sua atenção.

Uma caminhada pode ser uma ótima forma de espairecer. Exercícios mais leves são as melhores opções depois que a situação de estresse aconteceu, pois reduzem o cortisol. Exercícios intensos podem elevar esses níveis – e o seu coração pode não apreciar um treino completo depois de uma crise. Um estudo de 2016 abrangendo 52 países identificou que a prática de exercícios vigorosos associada a um estado emocional de raiva ou tristeza pode triplicar o risco de um ataque cardíaco. Se você puder se aproximar da natureza enquanto se exercita, o resultado será ainda melhor – e vale inventar uma natureza fictícia, com sons de pássaros ou vídeos de paisagens.

 

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