Engenheiros que atestaram segurança de barragem são presos

Fonte: Valor

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 9h43) Dois engenheiros que atestaram a segurança da barragem da mina do Feijão, em Brumadinho (MG), foram presos nesta terça-feira em São Paulo. Com autorização da Justiça, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Civil cumpriram os mandados para Makoto Namba e André Yum Yassuda, presos em bairros da zona Sul da capital paulista. Em Minas, foram presos Cesar Augusto Paulino Grandchamp, Ricardo de Oliveira e Rodrigo Arthur Gomes de Melo.

A ação acontece em parceria com o Ministério Público de Minas (MP-MG), que explicou que o objetivo é apurar a responsabilidade criminal na tragédia de Brumadinho, que tem, por ora, 65 mortos e mais de 200 desaparecidos.

O MP-MG informa que houve ordens cumpridas na sede da Vale, em Nova Lima (MG), e em uma empresa localizada em São Paulo que prestou à Vale serviços de projetos e consultoria na área das barragens. Também foram alvo das medidas pessoas ligadas a essa empresa.

Entre os alvos dos mandados de busca, está o escritório da empresa alemã Tüv Süd, na Vila Madalena, zona Oeste da capital paulista. A empresa foi responsável por revisão periódica da segurança da barragem no dia 18 de junho do ano passado e inspeção regular de segurança em 26 de setembro de 2018. A empresa alegou que tais inspeções estão de acordo com o disposto em portaria do Departamento Nacional de Produção Mineral (DPNN).

Em Minas, os agentes federais cumprem mandado de busca em endereço de Águas Claras, onde fica a sede da Vale.

Os pedidos de ação foram feitos por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Brumadinho, da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa das Bacias dos Rios da Velha e Paraopeba e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco, e pelo Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público-GEPP, em força-tarefa específica.

Os mandados de busca e apreensão e os de prisão temporária foram expedidos pelo Juízo da Comarca de Brumadinho. A prisão foi decretada pelo prazo de 30 dias e todos os presos serão ouvidos pelo Ministério Público Estadual em Belo Horizonte.

Vale

Sobre os mandados cumpridos nesta terça-feira, a Vale diz que “está colaborando plenamente com as autoridades”. “A Vale permanecerá contribuindo  com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas.”

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