Em delação, Palocci afirma que propina bancou pesquisas de opinião para o PT em 2010

Fonte: Yahoo

O ex-ministro Antonio Palocci (Rodrigo Félix Leal/Futura Press)

Ex-ministro durante o governo Lula e antigo homem forte do ex-presidente, Antonio Palocci afirmou, em acordo de delação premiada, que um acerto de propinas bancou pesquisas eleitorais para o PT em 2010. Na ocasião, a sigla lançou Dilma Rousseff como candidata. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Em prisão domiciliar após negociar a colaboração com a Polícia Federal (PF), Palocci afirmou que o esquema havia se acertado com o instituto Vox Populi em contratos de R$ 11 milhões — o dinheiro era proveniente de propina acertada com a empreiteira Andrade Gutierrez.

Segundo ele “as pesquisas que não eram favoráveis ao PT eram mantidas sigilosas, ao passo que pesquisas favoráveis eram amplamente divulgadas ao público”. O ex-ministro foi coordenador da campanha de Dilma à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência.

O ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo, que chegou a ser preso e depois virou delator na Lava Jato, confirmou, em colaboração, os pagamentos ao Vox Populi.

A assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff disse que Palocci “mente” em seu acordo de delação premiada. A defesa de Lula acusa o ex-ministro de proferir “mentiras sem provas”.

Delação

Em um dos trechos da delação do ex-ministro, divulgado pelo então juiz federal Sergio Moro, Palocci detalha um suposto esquema de indicações para cargos na Petrobras durante o governo Lula e afirma que, somadas, as campanhas presidenciais de 2010 e 2014, que elegeram Dilma, custaram cerca de R$ 1,4 bilhão — mais que a metade do valor declarado oficialmente.

De acordo com a delação, Lula teria indicado Paulo Roberto da Costa para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras; a atitude visava “garantir espaço para ilicitudes, como atos de corrupção, atendia tanto a interesses empresariais quanto partidário”.

Outro motivo para a escolha teria sido um jeito de atender ao Partido Progressista (PP), então na base aliada do governo, que tentava derrubar Rogério Manso do cargo em conluio com a Odebrecht. A empreiteira buscava a saída de Manso por não conseguir negociar o preço do nafta — um dos derivados do petróleo — com a Braskem, um de seus braços. O PP teria embarcado na derrocada por não encontrar espaço em ministérios e cargos nas estatais enquanto apoiador do governo

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