Acionista processa Google por encobrir acusações de assédio sexual

Fonte: ÉPOCA

James Martin alega que a liderança da Alphabet não lidou com o caso da forma correta, o que causou danos à reputação da empresa
O Google é uma das empresas que aparecem com força digital máxima no estudo com companhias abertas nos EUA (Foto: Google/ divulgação)O Google é uma das empresas que aparecem com força digital máxima no estudo com companhias abertas nos EUA (Foto: Google/ divulgação)

Um acionista do Google está processando o conselho da controladora da empresa, a Alphabet, acusando os cofundadores da companhia de tratar de forma errada as acusações de assédio sexual contra ex-executivos da empresa.

O processo foi movido por James Martin, que alega que a liderança da empresa “teve uma participação ativa e direta em um esquema que durou anos para encobrir assédio e discriminação sexual” na Alphabet. O foco do processo gira em torno da forma como a empresa lidou com as alegações de assédio contra o ex-executivo Andy Rubin, entre outros. Rubin teria recebido US$ 90 milhões ao sair da empresa, ainda que houvessem fortes acusações contra ele sendo investigadas internamente. Revelações sobre o caso resultaram em um grande repercussão negativa para a empresa, que culminou com uma manifestação que envolveu 20 mil funcionários da empresa em novembro de 2018.

Entre outras alegações, Rubin foi acusado de coagir uma colega de trabalho a fazer sexo oral com ele em um quarto de hotel. Rubin nega.

O processo em questão acusa os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, de dar a Rubin “uma despedida de herói” ao oferecerem a ele o pagamento, além de não divulgarem a razão da saída e investirem em seu próximo empreendimento. As acusações contra o conselho incluem o desperdício de ativos corporativos, o enriquecimento injusto e a ocultação de informações sobre as operações da empresa.

James Martin, autor da acusação não é e nem foi funcionário da Google ou Alphabet, de acordo com a advogada Louise Renne, da Renne Public Law Group, uma das empresas representando o acionista no caso.

Ela disse ao Recode que Martin não pede uma restituição em dinheiro, mas que seu processo pede que as partes acusadas de assédio devolvam os lucros, benefícios e outras compensações recebidas à empresa.

A ação também pede uma série de mudanças na estrutura corporativa da Alphabet, incluindo a nomeação de três novos candidatos à diretoria. “O que estamos dizendo é que é hora do Google mudar, e a mudança precisa incluir o topo [da empresa]”, afirma Louise. Ela não divulgou quantas ações da Alphabet são detidas por Martin.

De acordo com Google, 48 pessoas por assédio sexual desde 2016.

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