Bolsa opera em alta após bater recorde, e dólar cai 1%, perto de R$ 3,77

Fonte: UOL

A Bolsa brasileira passou a subir após abrir o dia em queda, e o dólar comercial recuava nesta quinta-feira (3). Por volta das 11h10, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, ganhava 0,64%, a 91.596,28 pontos, e a moeda norte-americana se desvalorizava 0,95%, a R$ 3,774 na venda.

Na véspera, o índice fechou em alta de 3,56%, a 91.012,31 pontos, na primeira sessão após a posse de Jair Bolsonaro como presidente da República. Foi o maior nível histórico da Bolsa, que nunca havia passado dos 91 mil pontos. O dólar fechou em queda de 1,71%, vendido a R$ 3,81, no menor valor desde 11 de novembro de 2018 (R$ 3,807).

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Novo governo

O otimismo com o governo Jair Bolsonaro seguia influenciando os investidores, embora a maior cautela no mercado internacional contivesse um pouco o movimento de queda do dólar. Bolsonaro assumiu como presidente na terça-feira (1º).

Nesta quinta-feira, ocorre a primeira reunião ministerial do novo governo, e o mercado segue na expectativa por medidas de ajuste. No Twitter, Bolsonaro disse que o governo vai atrair cerca de R$ 7 bilhões em concessões de ferrovias, aeroportos e terminais portuários, fazendo referência a projetos previstos para serem leiloados no governo anterior, mas que ficaram para a atual gestão devido a atrasos.

Na véspera, em seu discurso durante transmissão de cargo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez veemente defesa do controle dos gastos públicos e da diminuição do tamanho do Estado brasileiro em seu primeiro discurso, elegendo a reforma da Previdência como prioridade número um.

Guedes falou em acabar com as vinculações do Orçamento se a reforma não for aprovada pelo Congresso. As vinculações garantem percentuais mínimos de gastos em áreas como saúde e educação.

Cenário externo

O mercado internacional exibia cautela após a Apple cortar a previsão de vendas diante da expectativa de menores resultados na China, que sofre os efeitos da guerra comercial com os Estados Unidos. A notícia reforçou o alerta entre os investidores sobre a desaceleração econômica global.

Atuação do BC

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 13,4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de dezembro, no total de US$ 13,398 bilhões.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

(Com Reuters)

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