MP detalha investigação de abusos atribuídos ao médium João de Deus

Fonte: Yahoo

Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde médium João de Deus realiza atendimentos (Paulo Giovanni/Futura Press)

Com a organização de uma força-tarefa, nesta segunda-feira (11), para investigar as denúncias de abusos sexuais atribuídos ao médium João de Deus, os promotores de Justiça que atuarão no caso afirmam que o primeiro passo é colher os depoimentos das vítimas e fornecer a elas algum suporte. Eles detalharam quais procedimentos devem ser realizados na condução das apurações.

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As primeiras denúncias foram reveladas no programa “Conversa com Bial”, da TV Globo, na noite de sexta-feira (7) e na edição de sábado do jornal O Globo. O programa “Fantástico” deste domingo (9) apresentou novos relatos e mais vítimas apresentaram denúncias às autoridades no início da semana: só na segunda, 40 mulheres acionaram o Ministério Público de Goiás (MP-GO) relatando abusos.

Também há depoimentos agendados em São Paulo e Minas Gerais a partir desta terça (11). No entanto, a investigação será conduzida pela promotoria de Justiça de Abadiânia (GO), onde o médium realiza atendimentos na Casa de Dom Inácio de Loyola.

Confira, abaixo, detalhes sobre a força-tarefa formada pela polícia e pelo MP-GO.

Passo a passo

Primeiro, as autoridades devem registrar as denúncias feitas pelas vítimas, seja pela internet ou pelo telefone do MP goiano (62) 3243-8000. A conta de email denuncias@mpgo.mp.br foi criada exclusivamente para receber denúncias.

Depois, a força-tarefa deve agendar os depoimentos das vítimas e reunir as informações colhidas com depoimentos realizados em outros estados. Isso servirá para embasar o procedimento investigatório criminal. Por fim, a última etapa envolve intimar e interrogar João de Deus.

Quem integra a força-tarefa

Além de integrantes do MP, a força-tarefa também contará com o trabalho de duas psicólogas: Liliane Domingos Martins e Lícia Nery Fonseca. Elas fornecerão o suporte às vítimas durante o processo.

O grupo é formado pelos seguintes promotores:

Luciano Miranda Meireles (coordenador do Centro de Apoio Operacional — CAO — Criminal)
Paulo Eduardo Penna Prado (subcoordenador do CAO Criminal)
Patrícia Otoni Pereira (coordenadora do CAO dos Direitos Humanos)
Steve Gonçalves Vasconcelos (promotor substituto da promotoria de Abadiânia)
Gabriella de Queiroz Clementino (integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado — Gaeco).

O que diz a defesa do médium

Por meio de nota, o advogado Alberto Toron, responsável pela defesa de João de Deus, nega as acusações e diz que irá colaborar com as autoridades.

“Muito enfaticamente ele nega. Ele recebe com indignação a existência dessas declarações, mas o que eu quero esclarecer, que me parece importante, é que ele tem um trabalho de mais de 40 anos naquela comunidade, atendendo a todos os brasileiros, gente de fora do país, sem nunca receber esse tipo de acusação”, diz trecho da nota. (Com informações do portal G1)

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