IPCA cai 0,21% em novembro, menor taxa para o mês desde 1994

Fonte: Valor

RIO  –  (Atualizada às 10h07) O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,21% em novembro, invertendo a direção tomada um mês antes, de alta de 0,45%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor taxa para novembro desde o Plano Real, em 1994. O resultado ficou ainda abaixo do piso das expectativas do mercado. Em novembro de 2017, o IPCA avançou 0,28%.

Em 12 meses, o indicador subiu 4,05%, abaixo dos 4,56% nos 12 meses imediatamente anteriores. Faltando um mês para o fechamento do ano, o IPCA acumula alta de 3,59% em 2018.

O índice caminha para ficar abaixo do centro da meta de inflação do governo, de 4,5% neste ano — a meta tem uma margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O recuo do IPCA em novembro foi mais intenso do que o esperado pelas 37 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, de queda de 0,10% em média, com intervalo das projeções de baixa de 0,17% a declínio de 0,04%. No acumulado de 12 meses, a estimativa média era de alta de 4,16%.

Energia elétrica e combustíveis

A queda dos preços da energia elétrica e dos combustíveis em novembro influenciaram no resultado do IPCA do período.

As tarifas de energia elétrica ficaram 4,04% mais baratas no penúltimo mês de 2018, com o novo custo da bandeira tarifária amarela. Sozinha, a conta de luz retirou 0,16 ponto percentual do IPCA de novembro, maior influência do mês.

Assim, o grupo Habitação — que inclui a conta de luz — marcou deflação de 0,71% em novembro, após ter alta de 0,14%  um mês antes. Esse grupo representa algo como 15% das despesas das famílias brasileiras.

Gasolina e o etanol, por sua vez, ficaram mais baratos, em média, 3,07% e 0,52%, respectivamente, em novembro. Desta forma, os preços dos combustíveis recuaram 2,42%% ante outubro também contribuindo para a deflação do período.

Dessa forma, Transportes, que incluem os combustíveis, apresentaram baixa de 0,74% em novembro, na direção contrária de um mês antes, quando subiram 0,92%.

O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luis, Aracaju e Brasília.

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