TSE da Bolívia autoriza candidatura de Evo Morales; referendo havia negado 4º mandato

Fonte:UOL

Xinhua/R.Martínez Candia/ABI

4.dez.2018 – Evo Morales durante evento oficial da Polícia Bolivariana, em La Paz Imagem: Xinhua/R.Martínez Candia/ABI

O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia autorizou, nesta terça-feira, a candidatura do presidente do país, Evo Morales, para as primárias prévias visando as eleições de 2019. Apesar da oposição tentar evitar de que ele participe do pleito, Morales tentará se eleger para o quarto mandato consecutivo.

O órgão eleitoral decidiu em reunião de emergência, realizada no final da noite, a permissão para que Morales e o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, fossem candidatos para as primárias de janeiro de 2019.

Em um comunicado à imprensa, onde não foram aceitas perguntas dos jornalistas, a presidente do tribunal, María Cristina Choque, comunicou a decisão de permitir várias candidaturas, entre elas a de Morales, para as primárias do próximo dia 27 de janeiro, prévias às eleições gerais de outubro de 2019.

O anúncio foi feito nos escritórios do antigo Tribunal Eleitoral Nacional, em La Paz, enquanto a sede central do tribunal permanece cercada por grupos contrários a uma possível reeleição do presidente.

Referendo de 2016 impediu reforma da Constituição

A permissão da candidatura de Morales e García Linera, que concorrem pelo partido Movimento para o Socialismo (MAS), acontece dois dias antes da chegada prevista para quinta-feira, em La Paz, de manifestantes vindo de vários pontos do país que pedem que se respeite o limite constitucional de apenas dois mandatos consecutivos.

A oposição e grupos como os que participam destas marchas, que tiveram início no último fim de semana, reivindicam o respeito a um referendo que em 2016 negou a Morales uma reforma da Constituição para eliminar esse limite.

No entanto, no ano passado, o Tribunal Constitucional da Bolívia autorizou a reeleição indefinida, ao entender que prevalece um artigo da Convenção Americana de Direitos Humanos, assinada pelo país, que concede o direito a um líder a ser eleito sem essa limitação.

A habilitação de Morales acontece junto a outras como a candidatura do ex-presidente Carlos Mesa, que definiu a decisão do tribunal como uma “ação submissa” diante do governo boliviano, classificado como “autoritário”. em mensagem no Twitter.

O tribunal “deu um golpe mortal em nossa democracia, qualificando como candidato o dono de todos os poderes, Evo Morales”, sentenciou Mesa.

Evo Morales, presidente desde 2006, é o líder que mais tempo está no poder na história da Bolívia e se vencer em 2019, seria o seu quarto mandato consecutivo.

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