Por cúpula do G20, Buenos Aires fica sem metrô e fecha um dos aeroportos

Fonte: UOL

Vista aérea da avenida 9 de Julho, uma das principais de Buenos Aires, durante uma greve de transportes em abril de 2007

Vista aérea da avenida 9 de Julho, uma das principais de Buenos Aires, durante uma greve de transportes em abril de 2007

 

Buenos Aires vai passar por uma provação nesta semana. Por dois dias vai ficar sem metrô e trens, com bairros inteiros fechados e restrições à circulação. Um dos principais aeroportos do país também ficará fechado. Tudo por conta da segurança durante a cúpula do G20, que acontece de sexta-feira (30) a sábado (1º).

O G20 reúne líderes de 19 grandes economias mundiais mais a União Europeia. Da América do Sul, estão presentes apenas o Brasil e a Argentina, que sedia o evento neste ano.

Para evitar um caos na cidade de 2,9 milhões de habitantes, autoridades decretaram feriado na sexta-feira e pediram que os portenhos aproveitem para sair da capital. Para os argentinos que decidirem permanecer, o apelo é para que não passem pelas áreas mais sensíveis, por onde circularão as 38 autoridades e chefes de Estado que participarão do encontro, entre eles o presidente dos EUA, Donald Trump, que faz sua primeira visita a um país sul-americano desde que assumiu o cargo, em 2017.

Entre os bairros afetados estão regiões de grande circulação de Buenos Aires, como o centro, incluindo a praça de Maio, a avenida 9 de Julho, e os bairros de Puerto Madero, Retiro, Recoleta, parte de Palermo e a Costaneira Norte –que permanecerá completamente fechada durante todo o evento. Quem vive na região poderá ir e vir desde que se identifique como morador e respeite as interdições.

As restrições do metrô portenho já começam a ser aplicadas na quinta-feira (29), quando os serviços serão reduzidos, como na linha que atende o bairro da Recoleta, famoso entre os turistas. Na sexta e no sábado, todas as linhas de metrô e de trens serão paralisadas.

O terminal de ônibus e trens do Retiro, que recebe 50 mil passageiros por dia, também permanecerá fechado entre quinta-feira e domingo. As linhas de ônibus devem seguir operando normalmente, mas terão seus itinerários modificados, evitando as áreas restritas. Os terminais de vans Obelisco e Madero também serão fechados –juntos, atendem 90 mil pessoas por dia. O sistema de Metrobus –uma espécie de metrô de superfície– também será afetado, prejudicando mais de 1 milhão de pessoas que usam os serviços diariamente.

O aeroporto que fica dentro de Buenos Aires, conhecido como Aeroparque, será reservado para chegadas e partidas de comitivas oficiais entre a tarde de quinta e o fim da noite de sábado. O aeroporto internacional de Ezeiza, que fica a cerca de uma hora de carro de Buenos Aires, permanecerá aberto durante o período, mas terá as medidas de segurança reforçadas.

Até mesmo o Buquebus, o serviço de barco que liga Buenos Aires ao Uruguai, no rio da Prata, será interrompido durante a cúpula.

Para efeito de comparação, seria como se São Paulo passasse dois dias sem metrô, trens da CPTM, com as regiões do centro e da avenida Paulista fechadas, e com o aeroporto de Congonhas fechado. Se o trânsito já piorou com a interdição do viaduto na marginal Pinheiros, imagine o que aconteceria com tantos desvios.

Protestos durante o G20

Não são apenas as interdições de transporte e nos bairros que devem dificultar a vida de quem circular por Buenos Aires nos próximos dias. Protestos previstos para quinta e sexta também devem piorar o caos na cidade.

Existem atos previstos na área da praça do Congresso e do Obelisco, na região central. Os grupos defendem que seja realizada uma “Semana de Ação contra o G20 e o FMI” (Fundo Monetário Internacional).

Cerca de 25 mil policiais, militares e oficiais de inteligência farão a segurança dos 28 chefes de Estado e dez autoridades. Trump vem ainda com um efetivo de segurança de mil pessoas. O governo americano mandou ainda um porta-aviões e aeronaves militares.

Nada exagerado se se pensar que o governo argentino não conseguiu garantir a segurança nem da delegação do time de futebol do River Plate na chegada ao estádio Monumental, palco da final da Libertadores no final de semana. A partida acabou sendo adiada por tempo indeterminado.

O presidente da China, Xi Jinping, fez uma doação de US$ 18 milhões (cerca de R$ 69 milhões) em equipamentos de segurança, como carros blindados, detectores de minas, bombas e drogas.

Na semana passada, foram registradas ameaças de bombas na capital argentina. Entre os alvos estavam a embaixada americana, a biblioteca do Congresso, um edifício anexo ao Senado e um hospital –nada foi encontrado. Uma bolsa com seis granadas foi encontrada em uma estação de trem da cidade.

 

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