Mercado baixa estimativa de inflação para 2018 e 2019

Fonte: G1

Previsão de inflação para este ano cai pela terceira vez consecutiva e recua para 4,23%. Estimativa de alta do PIB permaneceu em 1,36% para 2018.

Os economistas das instituições financeiras baixaram sua estimativa de inflação para este ano e para 2019.

As previsões constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, o mercado financeiro reduziu a previsão de 4,40% para 4,23% para este ano. Foi a terceira queda seguida deste indicador.

A expectativa do mercado ainda segue pouco abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, os economistas das instituições financeiras reduziram sua expectativa de inflação de 4,22% para 4,21%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

ESTIMATIVAS DO RELATÓRIO FOCUS

PREVISÃO 2018 2019
Produto Interno Bruto (PIB) 1,36% 2,50%.
Inflação 4,23% 4,21%
Taxa básica de juros (Selic) 6,50% 8%
Dólar R$ 3,70 R$ 3,76
Balança comercial (saldo) US$ 56,7 bilhões US$ 51 bilhões
Investimento estrangeiro direto US$ 68,5 bilhões US$ 72,5 bilhões

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão do mercado financeiro ficou estável em 1,36% na semana passada.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia seguiu inalterada em 2,50%.

Os economistas dos bancos não alteraram, porém, a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5% para esses anos.

  • Taxa de juros – O mercado manteve estável em 6,50% ao ano a estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.
  • Dólar – A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 permaneceu em R$ 3,70 por dólar. Para o fechamento de 2019, caiu de R$ 3,80 para R$ 3,76 por dólar.
  • Balança comercial – Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 subiu de US$ 56,4 bilhões para US$ 56,7 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit subiu de US$ 49 bilhões para US$ 51 bilhões.
  • Investimento estrangeiro – A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, subiu de US$ 67 bilhões para US$ 68,5 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas avançou de US$ 70 bilhões para US$ 72,5 bilhões.
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