Operação da PF no Rio mira secretário de Pezão e deputados

Fonte: VALOR

A Polícia Federal (PF) realiza nesta quinta-feira a Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava-Jato no Rio, e está nas ruas para cumprir 22 ordens de prisão e 47 mandados de busca e apreensão. A ação investiga a participação de deputados estaduais do Rio de Janeiro em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada, principalmente no Detran/RJ. As informações foram divulgadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que participa da ação junto com a PF e a Receita Federal.

Além de dez deputados da Assembleia Legislativa do Rio, são alvos Affonso Monnerat, secretário de Estado do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB); o atual presidente do Detran/RJ, Leonardo Silva Jacob, e seu antecessor Vinícius Farah, recém-eleito deputado federal pelo MDB.

Trabalham na operação de hoje 48 equipes da PF e 35 membros do MPF. Segundo o MPF, os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) depois de decisão unânime de cinco desembargadores federais que compõem da 1ª Seção.

Em detalhamento sobre os mandados, o MPF informou que, dos mandados de prisão, 19 são de prisões temporárias e três preventivas, referentes aos réus da Cadeia Velha – outro desdobramento da Lava-Jato no Rio, deflagrada em novembro de 2017, e que levou para cadeia os deputados Jorge Picciani – ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) -, Paulo Mello e Edson Albertassi. Na época, a ação investigou esquema de corrupção em que os deputados usavam da sua influência para aprovar projetos na Assembleia para favorecer as empresas de ônibus e também as empreiteiras.

Na operação Furna da Onça, dez deputados da Assembleia tiveram a prisão decretada. Segundo o MPF, são André Correa (DEM), Edson Albertassi (MDB, nova ordem de prisão), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Jorge Picciani (MDB, nova prisão, continuando em domiciliar), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinícius “Neskau” (PTB) e Paulo Melo (MDB, nova prisão). Eles são suspeitos de usarem a Assembleia a serviço de interesses da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), atualmente preso – que, em troca, pagava propina mensal (“mensalinho”) durante seu segundo mandato, que ocorreu entre 2011 e 2014.

Ainda de acordo com as investigações, a propina resultava do sobrepreço de contratos estaduais e federais. Além de Cabral, comandavam a organização investigada Jorge Picciani e Paulo Melo, presos um ano atrás na Operação Cadeia Velha.

O nome “Furna da Onça” foi inspirado pela sala contígua ao plenário da Alerj, onde deputados negociam antes da votação de projetos. Na Casa, as reuniões secretas são conhecidas como “a hora da onça beber água”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s