Que tal tirar uma selfie para saber sua pressão arterial?

Fonte:ÉPOCA

Veja como a tecnologia vem facilitando o monitoramento de vários aspectos cruciais para a saúde

Empresas estão desenvolvendo aplicativos voltados para a saúde (Foto: Thinkstock)Empresas estão desenvolvendo aplicativos voltados para a saúde (Foto: Thinkstock)

Nos últimos dias, chamou atenção o anúncio de uma nova capacidade do relógio inteligente da Apple, o Apple Watch Series 4. O aparelho, que já era capaz de medir a quantidade de batimentos cardíacos por minuto, agora consegue analisar o ritmo desses batimentos, gerando dados semelhantes ao de um eletrocardiograma tradicional. O usuário também tem a opção de enviar esses registros para seu médico, o que pode acelerar e enriquecer o diagnóstico.

Trata-se de mais um exemplo de como a tecnologia pode transformar nossa relação com a saúde, graças à coleta e análise de dados que tornam mais prático, confortável e rápido o monitoramento de alguns indicadores. Isso é particularmente importante quando pensamos em doenças crônicas – como hipertensão e diabetes tipo 2. Sem o acompanhamento adequado, essas doenças podem ter consequências graves – a hipertensão, por exemplo, é um fator de risco para AVC (acidente vascular cerebral) e problemas renais. Segundo a Organização Mundial de Saúde, as doenças crônicas não transmissíveis (entre elas, as doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e transtornos mentais) matam 41 milhões de pessoas por ano, o que equivale a 72% de todas as mortes no mundo.

Como prevenir é melhor que remediar, empresas e centros universitários vêm desenvolvendo wearables e aplicativos que facilitam a vida de pacientes que precisam de monitoramento constante. É o caso daqueles com hipertensão. Já pensou em medir a pressão arterial pressionando a tela do celular com um dedo? Ou graças a um par de óculos? E que tal por meio de uma selfie?

Isso mesmo: pesquisadores da GE Global Research, da Michigan State University e da University of Rochester Medical Center, com o apoio do National Institutes of Health, estão desenvolvendo um algoritmo capaz de detectar a pulsação sanguínea a partir de selfies.
A abordagem envolve vídeos feitos com a câmera de um smartphone, mostrando o rosto e as mãos, sob luz natural, com duração de cinco a dez segundos. Esse tempo é suficiente para que o algoritmo detecte variações de cor na pele – variações muito sutis, que o olho humano não consegue captar, mas a câmera do celular, sim. Essa mudança de cor está associada ao fluxo do sangue sob a pele. Ao processar essas imagens, o algoritmo consegue estimar a pressão arterial. A novidade está em fase de testes, com um grupo de voluntários na University of Rochester Medical Center.

Um dos benefícios dessa proposta diz respeito ao aspecto financeiro. Outro, à conveniência. Atualmente, pacientes que precisam monitorar a pressão de forma constante ou adquirem em equipamento específico para este fim ou se deslocam até uma farmácia ou centro médico para fazer a medição. Um aplicativo custa muito menos que esse tipo de aparelho e permite que o monitoramento seja feito a qualquer hora, em qualquer local. Os princípios –eficiência e redução de custo – são os mesmos que vêm norteando a GE nas soluções que a companhia desenvolve para vários setores (saúde, transporte, energia), aproveitando as oportunidades que as soluções digitais trazem para todas as esferas de nossa vida.

Na Michigan State University, que participa do projeto acima, com a GE, há também outra iniciativa em andamento, que busca medir a pressão arterial a partir do toque do usuário na tela do smartphone. O aplicativo consegue medir a oscilação do volume de sangue no sistema circulatório com base nos dados coletados quando o usuário pressiona um dedo sobre uma área predeterminada da tela. Os testes mostram que o aplicativo oferece informações tão acuradas quando àquelas obtidas por meio de um aparelho convencional para medir pressão. A solução foi divulgada este mês, na Scientific Reports – Nature, e pode estar disponível já em 2019, de acordo com o pesquisador Ramakrishna Mukkamala.

Além dos aplicativos para smartphone, outro caminho a ser explorado quando se fala em monitoramento da saúde é o dos wearables – como o relógio da Apple. A Microsoft, por exemplo, está desenvolvendo óculos capazes de medir a pressão arterial do usuário de forma contínua. A equipe do Projeto Glabella aposta em sensores que usam pulsos ópticos para mensurar o fluxo sanguíneo em três pontos da cabeça – um desses pontos é justamente a glabela, região acima do nariz, compreendida entre sobrancelhas. Os testes com o protótipo, feitos com quatro usuários, mostraram uma equivalência entre os dados obtidos com os óculos e com aparelhos convencionais. Uma vantagem, segundo a equipe, é que o dispositivo não requer interação, ou seja, a pressão pode ser monitorada enquanto o usuário realiza suas atividades normalmente.

Independentemente da abordagem, todas essas iniciativas têm como meta ampliar a consciência das pessoas acerca da própria saúde, permitindo que elas adquiram, dentro do possível, um maior controle sobre elas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, de 25% a 30% da população adulta do planeta tem hipertensão (pressão igual ou acima de 14 por 9). E estima-se que menos de 10% dessas pessoas estejam tratando o problema de maneira correta e contínua.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s