Black Friday no Brasil ou nos Estados Unidos: qual vale mais a pena?

Fonte: Yahoo

Diferentemente da terra do Tio Sam, onde a Black Friday é mais forte nas lojas físicas, aqui é o comércio eletrônico que se destaca (Pixabay)

Por Milena Carvalho

Adotada no Brasil e em diversos países ao redor do mundo, a Black Friday teve origem nos Estados Unidos nos anos 50 e acontece sempre um dia após o Thanksgiving, o famoso Dia de Ação de Graças. Filas praticamente intermináveis são aguardadas todos os anos pelos vendedores, que oferecem grandes descontos em seus produtos, entre eles eletrônicos, eletrodomésticos, roupas e calçados.

No território brasileiro, o evento surgiu em 2010, mas só começou a ganhar força em 2013. Diferentemente da terra do Tio Sam, onde a Black Friday é mais forte nas lojas físicas, aqui é o comércio eletrônico que se destaca. Mas quando se trata de ofertas, os valores mudam muito? Segundo Thiago Flores, CEO do Zoom, site comparador de preços, é injusto fazer o contraposto.

“São realidades bem diferentes”, afirma o especialista. “Geralmente lá o produto é mais barato e não só na Black Friday, mas a comparação precisa ter a ver com a realidade da economia ao longo do ano e o impacto do evento em relação a desconto”, explica.

De acordo com o site TechTudo, em 2017, o modelo de TV Samsung UHD 4K MU6300 de 50 polegadas estava custando na Black Friday em torno de US$ 424 (o preço normal era US$ 547). Com a cotação do dólar na data do evento, 24 de novembro, que estava, aproximadamente, R$ 3,23, o eletroeletrônico sairia R$ 1369,52. Já no Brasil, um modelo de TV bem parecido e da mesma marca, mas de apenas 40 polegadas, foi vendido aqui por R$ 2400 – ou seja, quase o dobro –, sendo que o preço usual era de R$ 3 mil.

Vale lembrar também a diferença do poder de compra dos dois consumidores e também o tempo que demora para alguns produtos chegarem no Brasil. Enquanto um norte-americano pode comprar facilmente e de maneira mais rápida a última versão de um smartphone de uma marca renomada, por exemplo, o brasileiro precisa esperar que esse item chegue ao Brasil e, é claro, bem mais caro, já que os impostos estão computados no preço final.

De acordo com Thiago, outra coisa que muda além do maior interesse por produtos nos estabelecimentos físicos nos Estados Unidos são os estoques. Comparado ao Brasil, os produtos acabam muito mais rápido, uma vez também que milhares de pessoas dormem na frente das lojas para ter a chance de comprar aquilo que tanto esperou – e que está mais barato. “Por ser logo depois do feriado, é uma data muito mais tradicional do que aqui.” Já os brasileiros estão acostumados a enfrentar sites congestionados.

O que fazer para conseguir melhores ofertas?

Para aproveitar a Black Friday e usufruir dos descontos, é indicado que o consumidor pesquise previamente sobre o produto que quer comprar. Faça um planejamento antecipado para saber se o que você está adquirindo é, de fato, uma oferta. Dados do Zoom de 2017 mostram que 49,5% das pessoas não se sentem confiantes de que os produtos estão com descontos reais durante o evento.

Filtros de busca podem te ajudar a encontrar itens que tenham mais a ver com você e que atendam às suas necessidades. Outra dica é utilizar serviços comparadores de preço, assim você conseguirá analisar o histórico de valores de determinado produto e ver se vale ou não a pena comprá-lo.

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