Alexandre Nardoni é descrito como preso “de ótimo comportamento” por exame criminológico

Fonte: YAHOO

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, respectivamente pai e madrasta da menina Isabella (Reprodução/TV Globo)

Preso há 10 anos pelo assassinato da filha Isabella, Alexandre Nardoni foi descrito em exame criminológico como um detento “de ótimo comportamento, capaz de criar e manter vínculos afetivos”. Ele foi condenado a 30 anos e dois meses de reclusão e cumpre pena em Tremembé, no interior de São Paulo.

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A defesa de Nardoni ingressou em setembro deste ano com um pedido de progressão para o regime semiaberto. Entre os argumentos utilizados pelo advogado, estão o cumprimento de 2/5 da pena, 634 dias de trabalho dentro do presídio e o não envolvimento com facções criminosas.

Contrário à progressão, o Ministério Público pediu um exame criminológico, que pode atestar se o preso estaria em condições de ter a pena alterada. O laudo, divulgado esta noite pelo Fantástico, da TV Globo, foi favorável à Nardoni.

Durante o exame, que envolve a participação de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, seis peritos avaliaram o comportamento do detento em Tremembé como positivo. Foi levado em consideração o trabalho realizado por Nardoni dentro da prisão, que envolve a confecção e reforma de cadeiras feitas de ferro e madeira. Os objetos são utilizados pelas escolas estaduais de São Paulo.

O depoimento dele também foi citado pelo programa. Aos peritos, Nardoni relatou sentir falta da filha e disse não entender o que motivou sua morte. “Junto com Isabella morreu parte de mim e me nunca mais sentirei completo”, disse.

Após o resultado, o MP pede que Nardoni seja submetido a outro exame, o Teste de Rorschach, considerado ainda mais aprofundado que o criminológico. O exame psicológico é conhecido por apresentar ao detento imagens similares a um “borrão de tinta”.

Relembre o caso Isabella Nardoni

Alexandre foi considerado culpado pelo assassinato da filha Isabella Nardoni, em março de 2008, junto de sua mulher Anna Carolina Jatobá. Pai e madrasta foram acusados de jogarem a menina de cinco anos pela janela do sexto andar do prédio onde moravam, na zona norte de São Paulo.

A defesa nega o envolvimento dos dois no crime e alega que uma terceira pessoa teria invadido a casa e cometido o assassinato. Nardoni cumpre pena por homicídio qualificado na Penitenciária de Tremembé desde maio de 2008. O casal foi condenado em 2010.

Anna Carolina Jatobá, também presa em Tremembé, já cumpre pena no regime semiaberto desde o ano passado. No semiaberto, os detentos têm direito a cinco saídas temporárias no ano, entre elas Dia dos Pais e Dia das Crianças.

Caso Nardoni consiga a progressão da pena, terá o direito de trabalhar fora ou realizar cursos durante o dia, desde que retorne à penitenciária à noite.

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