Segunda caravana de imigrantes atravessa México e está a 2 mil km da fronteira com EUA

Grupo de cerca de 2 mil centro-americanos cruza fronteira da Guatemala com o México. Enquanto isso, enfraquecida, primeira caravana segue em marcha rumo aos Estados Unidos.

Uma segunda caravana de migrantes centro-americanos com destino aos Estados Unidos chegou ao sul do México, enquanto o primeiro grupo já alcançou a cidade de Juchitán, em Oaxaca, onde pretende, a partir desta quarta-feira (31/10), descansar por ao menos um dia antes de seguir a viagem rumo ao norte.

Formada por cerca de 2 mil pessoas, a segunda caravana atravessou a fronteira do México com a Guatemala na segunda-feira. Em alguns pontos na travessia do rio que separa os dois países houve confrontos entre os migrantes e autoridades. Há relatos da morte de um integrante do grupo no conflito.

No dia seguinte, os migrantes continuaram a caminhada em direção à cidade mexicana de Tapachula. O objetivo do grupo é chegar à fronteira com os Estados Unidos, o que representa um percurso de 2 mil quilômetros para a região nordeste ou de quase 4 mil quilômetros se eles tomarem o rumo noroeste, que leva à cidade de Tijuana.

Como na primeira caravana, o grupo é formado majoritariamente por hondurenhos, incluindo muitas mulheres e crianças. Eles fogem da violência e pobreza de seus países.

Enquanto isso, a primeira caravana alcançou a cidade de Juchitán nesta terça-feira. Os migrantes passaram a noite em barracas num terminal de ônibus abandonado. O grupo que chegou a ter 7 mil integrantes encolheu, e estima-se que cerca de 4 mil pessoas seguem na marcha.

Uma parte desses migrantes aceitou a oferta do governo mexicano de assistência médica, educação para as crianças e empregos temporários para os integrantes da caravana que entrassem com pedido de refúgio no México. Em contrapartida, os migrantes deveriam interromper a caminhada e permanecer nos estados de Chiapas e Oaxaca, no sul do país.

O primeiro grupo deve descansar alguns dias em Juchitán antes de seguir viagem. Os migrantes tentam organizar um transporte depois de longos dias de caminhada em regiões com temperaturas elevadas. Eles pretendem negociar com o governo mexicano ônibus para seguir até a capital do país.

A caravana partiu de Honduras rumo aos EUA há mais de duas semanas. Os integrantes costumam dormir acampados nas praças principais das cidades por onde passam. Em Juchitán, porém, devido ao terremoto que devastou a região no ano passado, a prefeitura cedeu ao grupo um terreno de um antigo terminal de ônibus. Além disso, água potável foi disponibilizada.

Para conter a caravana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de mais de 5 mil soldados para a fronteira sul do país, além de prometer cortar ou reduzir a ajuda externa que Washington fornece a Guatemala, Honduras e El Salvador, diante da impossibilidade desses Estados de impedir a marcha.

Trump já declarou que nenhum dos migrantes receberá autorização para entrar nos EUA e tem usado o caso em tema de campanha nas eleições legislativas, marcadas para 6 de novembro. Num endurecimento da política migratória, o presidente declarou também que pretende alterar a lei que permite o direito à cidadania a todas as crianças nascidas em território americano.

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