Gastos do consumidor nos EUA garantem alta de 3,5% do PIB no trimestre

Fonte:: valor.com.br

A economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 3,5% entre julho e setembro, puxado pelos gastos dos consumidores, que tiveram a maior alta em quase quatro anos. Esse ím

peto contribuiu para compensar a forte queda do lado comercial.

Conforme o Departamento do Comércio, o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre veio na sequência de uma expansão ainda maior nos três meses antecedentes, de 4,2%. Os dois trimestres marcam os crescimentos econômicos consecutivos mais fortes desde 2014.

O resultado ficou ligeiramente acima daquele projetado por muitos analistas. Para este ano, a expectativa é de um crescimento de 3%, o melhor resultado anual em 13 anos. Muitos economistas acreditam, contudo, que o impacto da guerra comercial de Trump com a China e a alta do juro devem desacelerar a expansão econômica para ao redor de 2,4% em 2019 e para 2% em 2020.

Vale notar, contudo, que o resultado do PIB do terceiro trimestre é o primeiro de três relatórios da atividade econômica geral para o período de julho a setembro.

Consumo

Respondendo por mais de dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, os gastos dos consumidores subiram a uma taxa anualizada de 4%, impulsionados pela baixa taxa de desemprego, pelos sólidos ganhos salariais e pelo corte de tributos no fim de 2017. No segundo trimestre, houve alta de 3,8%.

O documento do Departamento do Comércio mostrou ainda que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês, medida acompanhada de perto pelo banco central americano) subiu 1,6% no terceiro trimestre, após elevação de 2% nos três meses antecedentes. O chamado núcleo dos preços, que excluem os elementos mais voláteis de alimentos e energia, também desacelerou, de 2,1% para 1,6% entre o segundo e o terceiro trimestre.

Comércio e investimento

Nos três meses até setembro, as exportações dos Estados Unidos declinaram 3,5%, depois de elevação de 9,3% entre abril e junho, enquanto as importações subiram 9,1%.

Ao mesmo tempo, o investimento das empresas foi fraco, com os desembolsos em ativos fixos não residenciais aumentando apenas 0,8% no terceiro trimestre, após elevação de 8,7% no segundo e de 11,5% na abertura do ano.

A leitura do terceiro trimestre foi a mais baixa desde o último trimestre de 2016.

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