Criminosos estariam vendendo acesso a sistema de multas da Polícia Rodoviária

Fonte: Yahoo

Criminosos estariam oferecendo acesso irrestrito aos sistemas de multas da Polícia Rodoviária Federal pela internet (Everaldo Silva/Futura Press)
Criminosos estariam oferecendo acesso irrestrito aos sistemas de multas da Polícia Rodoviária Federal pela internet (Everaldo Silva/Futura Press)

Criminosos estariam oferecendo acesso irrestrito aos sistemas de multas da Polícia Rodoviária Federal pela internet. Um levantamento realizado pelo site Tecmundo descobriu que grupos do Telegram, concorrente do WhatsApp, vendem logins do Sistema Integrado de Consultas Operacionais (SICOP), sistema que permite acessar dados de qualquer veículo, informações sobre multas, dados pessoais e até aplicar multas em qualquer pessoa que tenha carro, moto ou caminhão.

Quanto custa?

Os logins estariam sendo vendidos por R$ 200 ou 0.008 bitcoins, de acordo com a cotação do dia, e o depósito deveria ser realizado usando a moeda virtual.

Ao acessar o sistema, o comprador consegue acessar inclusive sistemas de monitoramento de viaturas, de roubos e furtos, e outros alertas. Questionada pela publicação, a Polícia Rodoviária afirmou que “preza pela transparência e lisura de seus servidores para atender sua missão institucional perante a sociedade. Portanto, averiguaremos as evidências para responsabilização de possíveis transgressões ou crimes”.

Acesso irrestrito

Se desejar, o invasor consegue inserir multas na ficha de qualquer situação, sem que seja preciso nenhum tipo de confirmação. É possível também liberar veículos recolhidos em pátios.

Roubo de logins

De acordo com uma fonte do site, os logins foram obtidos por meio de grandes vazamentos de dados. Alguns usuários de serviços que tiveram informações vazadas utilizam o e-mail do trabalho, ou seja, da polícia, para o cadastro.

“Quando um cibercriminoso coloca as mãos em uma lista de vazamento e encontra um login como esse da PRF, é que nem ouro”, explica a fonte. Emilio Simoni, especialista e diretor do dfndr lab, laboratório de segurança da PSafe, os e-mails de trabalho, os chamados corporativos, custam mais caro do que os de contas pessoais. “Eles oferecem informações sigilosas de empresas e podem até conceder acesso a sistemas internos ou servidores de uma companhia”, explica.

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