TRE-RJ mantém biometria no 2º turno, mas não crê em novas filas: ‘Houve muita confusão por serem seis cargos’

Fonte: G1

No primeiro turno, 3,2 milhões de eleitores tiveram os dados do Detran validados para votar e estão livres do cadastramento na Justiça Eleitoral.

Vai ter biometria – de novo – no segundo turno das eleições no RJ. O Tribunal Regional Eleitoral confirmou nesta quinta-feira (18) que os mesários vão ter de ler a digital de algumas pessoas. A diretora-geral do órgão, Adriana Brandão afirmou que a votação dia 28 será mais tranquila.

Eleitores formam fila para votar na Rocinha, Zona Sul do Rio — Foto: Sergio Moraes/ReutersEleitores formam fila para votar na Rocinha, Zona Sul do Rio — Foto: Sergio Moraes/Reuters

Eleitores formam fila para votar na Rocinha, Zona Sul do Rio — Foto: Sergio Moraes/Reuters

 

No primeiro turno, dia 7, eleitores foram surpreendidos pelo “convite” para realizar a biometria – mesmo quem não tinha cadastrado a digital no TRE, e enormes filas se formaram em várias zonas do Grande Rio. O procedimento foi incorporado às seções graças a um convênio com o Detran.

Em locais onde foram identificadas filas no primeiro turno haverá reforço de servidores da sede do TRE-RJ com experiência de atuação em eleições anteriores. Esses profissionais auxiliarão na organização das filas e no esclarecimento de dúvidas dos eleitores.

O tribunal também anunciou outras medidas como a reorganização de seções eleitorais e o reforço na sinalização nos locais de votação.

Adriana Brandão, diretora-geral do TRE-RJ — Foto: Alba Valéria Mendonça/G1

Adriana Brandão, diretora-geral do TRE-RJ — Foto: Alba Valéria Mendonça/G1

O TRE mais uma vez não atribuiu à biometria a confusão nas seções.

“Houve muita confusão pelo fato de serem seis cargos, muita gente não atentou para o fato de ter de votar em dois senadores e houve alteração da ordem dos candidatos nas urnas”, disse Adriana.

A diretora-geral do TRE-RJ disse que a tendência para o segundo turno é que as filas sejam menores por ter menos candidatos e o procedimento não ser mais surpresa para o eleitor.

“A gente acredita que as filas serão menores e vão andar mais rápido”, afirmou.

Adriana destacou que existem atualmente no estado 6,7 milhões de pessoas aptas a votar pela biometria. No primeiro turno, 3,2 milhões tiveram os dados do Detran validados para votar e estão liberados do cadastramento.

“Por garantia, agilidade e tranquilidade de eleitores e mesários, todos os eleitores deverão assinar o caderno de eleição”, frisou Adriana.

Se a digital do eleitor não for lida pela urna depois de quatro tentativas, o presidente da urna vai validar o voto com a própria biometria.

A diretora do TRE-RJ disse que apesar das filas, todos os que estavam nos locais de votação até as 17h conseguiram votar.

“Às 23h16, 100% dos votos tinham sido totalizados no Rio”, destacou Adriana.

Fila do lado de fora de prédio na PUC, na Gávea, no primeiro turno — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Fila do lado de fora de prédio na PUC, na Gávea, no primeiro turno — Foto: Marcos Serra Lima/G1

 

A diretora disse ainda que, além de ser mais ágil e seguro votar pela biometria, o convênio com o Detran também representou uma economia para a Justiça Eleitoral.

“A biometria possibilitou no primeiro turno uma economia de R$ 12,8 milhões dos recursos públicos”, disse Adriana.

Ordem de votação e candidatos

Nos municípios de Mangaratiba, Aperibé e Laje do Muriaé, os eleitores também vão votar para prefeito. Será a última indicação nas urnas dessas cidades.

Adriana voltou a garantir a segurança das urnas eletrônicas e a observar que as pessoas fiquem atentas às fake news.

“Caso o eleitor tenha problemas ou dúvidas sobre a urna, deve se dirigir ao presidente da mesa e relatar o fato. Se achar que o problema continua, deve pedir para que seja registrado em ata, que será encaminhada à Justiça Eleitoral”, alertou a diretora.

O TRE orientou que para o segundo turno as zonas eleitorais de todo o estado deverão evitar, sempre que possível, instalar mais de uma seção eleitoral na mesma sala. O órgão ressalta, ainda, que não seja formada uma fila única para mais de uma seção eleitoral.

Cartazes na entrada dos locais de votação trarão informações sobre as seções eleitorais e mudanças na numeração. Da mesma forma, haverá sinalização nos prédios que funcionaram como locais de votação no pleito de 2016 mas não são mais utilizados pela Justiça Eleitoral, com indicação do novo endereço ao qual os eleitores devem se dirigir.

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