Fundos investidores do Facebook apoiam proposta para retirar Zuckerberg da presidência do conselho

Fonte: G1

Juntos, os quatro fundos detêm mais de 1 bilhão de dólares em ações da rede social. Eles assinam proposta do fundo de investimento Trillium, divulgada em julho.
Recortes de papelão em tamanho real com o rosto do presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, foram colocados diante do Capitólio, em Washington (EUA), com a frase 'Conserte o Fakebook', em protesto chamando atenção para milhões de contas falsas que seguem ativas e são usadas para espalhar 'fake news' — Foto: Saul Loeb/AFP

Recortes de papelão em tamanho real com o rosto do presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, foram colocados diante do Capitólio, em Washington (EUA), com a frase ‘Conserte o Fakebook’, em protesto chamando atenção para milhões de contas falsas que seguem ativas e são usadas para espalhar ‘fake news’ — Foto: Saul Loeb/AFP

 

Fundos que detêm ações do Facebook se juntaram para apoiar uma proposta que removeria o presidente e fundador da rede social, Mark Zuckerberg, da presidência do conselho. Segundo os acionistas, o executivo teria lidado mal com os diversos escândalos que o Facebook enfrentou recentemente. A notícia foi adiantada pelo portal americano “Business Insider”.

A proposta, que deve ser votada no próximo encontro de acionistas do Facebook, em maio de 2019, pede que o conselho consultivo do Facebook estabeleça a presidência como um cargo independente.

Entre os fundos estão os tesouros estaduais dos estados americanos de Illinois, Rhode Island e Pensilvânia e também Scott Stringer, Controlador Fiscal de Nova York. Eles se juntaram ao fundo de investimentos Trillium, que trouxe o assunto à tona em julho. Com o suporte desses fundos, que juntos controlam mais de US$ 1 bilhão em ações do Facebook, a proposta passa a ganhar mais corpo.

A proposta da Trillium cita alguns escândalos envolvendo o Facebook como motivo de mudança, como o uso da rede social para mudar os rumos das eleições americanas em 2016, bem como o caso Cambridge Analytica, empresa britânica que fez mal uso de dados pessoais disponíveis no Facebook em prol de campanhas políticas. O vazamento, em setembro deste ano, de informações de mais de 30 milhões de usuários também entrou nos motivos do fundo.

Acionistas contra Zuckerberg

Uma proposta semelhante já havia sido colocada sob votação na reunião de acionistas do ano passado, mas, embora tenha sido aprovada por 51% dos acionistas, a ideia não foi pra frente pela estrutura acionária da empresa. No Facebook, ações Classe B tem 10 vezes mais poder de voto do que ações Classe A — e Mark Zuckerberg tem 75% das ações Classe B da empresa.

Diante desse controle, as chances de a proposta atual não ser aprovada são significativas. Apesar disso, o incômodo cresce entre os acionistas da rede social. “Nós precisamos que o conselho do Facebook faça um comprometimento sério em lidar com os riscos reais — em termos de reputação, regulação, e democracia — que estão impactando a companhia”, disse Stringer, controlador fiscal de Nova York, em um depoimento. Ele supervisiona cerca de US$ 895 milhões em ações da empresa. O Facebook não comentou a proposta com o “Business Insider”.

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