Quem é o CEO que criou a startup de inteligência artificial avaliada em US$ 4,5 bilhões

Fonte: ÉPOCA

A trajetória do empreendedor que se formou em ciências da computação em Xangai, trabalhou em organizações como Microsoft e Motorola e estudou por 18 anos para criar a startup SenseTime
Foram necessários 63 artigos científicos, 18 anos de estudo, quatro anos de trabalho em seu negócio próprio e três rodadas de investimentos para o empresário Li Xiu, criador da SenseTime, entrar na história. (Foto: Reprodução Época NEGÓCIOS)
Foram necessários 63 artigos científicos, 18 anos de estudo, quatro anos de trabalho em seu negócio próprio e três rodadas de investimentos para o empresário Li Xiu, criador da SenseTime, entrar na história (Foto: Reprodução Época NEGÓCIOS)

Foram necessários 63 artigos científicos, 18 anos de estudo, quatro anos de trabalho em seu negócio próprio e três rodadas de investimentos para o empresário chinês Li Xu entrar para a história. Ele é o fundador da startupSenseTime, dedicada ao uso de inteligência artificial (I.A.) em reconhecimento de imagens, incluindo faces humanas. Até este ano, a empresa era pouco conhecida fora dos círculos de especialistas em tecnologia e segurança digital. Num período de semanas, seu valor foi elevado a mais de US$ 4,5 bilhões graças a novas rodadas de investimento.

Uma foi liderada pelo gigante do varejo chinês Alibaba e outra teve participação da Qualcomm (leia mais sobre corporate venture a partir da página 56). Assim, a SenseTime se tornou a empresa especializada em I.A. mais valiosa do mundo. E com uma implicação geopolítica: China e Estados Unidos se acotovelam numa corrida nesse campo tecnológico. A meta do governo chinês é que até 2025 o setor movimente US$ 60 bilhões, e que o país seja o líder global na área até 2030. Li Xu, com apenas 35 anos, tem tudo para se tornar herói nacional e astro global no futuro próximo.

A trajetória do empreendedor começou no curso de ciências da computação na Universidade Jiao Tong, em Xangai. Em 2010, tornou-se Ph.D. em computação visual na Universidade Chinesa de Hong Kong. Já trabalhava com reconhecimento de imagens e chamava a atenção do mercado pela sofisticação e o pragmatismo da sua pesquisa. Paralelamente à carreira acadêmica, trabalhou em organizações como Microsoft, Motorola, Lenovo e a fabricante de equipamentos japonesa Omron.

Em todas, desenvolveu e implementou interfaces de I.A. Em 2014, apoiado por outros dez cientistas que atuaram com ele num projeto acadêmico, decidiu criar um negócio próprio. “Sabíamos quão poderosa era a ferramenta que havíamos criado”, disse ele ao jornal South China Morning Post. No ano passado, a companhia passou a ostentar a medalha de primeiro ou segundo unicórnio de Hong Kong (há dúvidas sobre a colocação porque status similar, com valor superior a US$ 1 bilhão, foi atingido quase ao mesmo tempo pela também novata GoGoVan, de transporte). “Esperávamos ter impacto no setor, mas não imaginávamos decolar tão rápido.”

Persona (Foto:  )VIGIADOS Interface de um sistema da SenseTime: a empresa colabora com o governo e polícias provinciais na autoritária China

Estar num país controlado por um Estado vigilante, autoritário e com fome de informação ajudou. “Exploramos primeiro a China continental por causa da demanda explosiva no mercado, com uma população enorme e vasta quantidade de dados sendo coletados”, diz o empresário. Hoje, a SenseTime analisa imagens captadas por cerca de 170 milhões de câmeras em todo o território de seu país. Entre seus sistemas mais avançados está um de reconhecimento facial adaptado a óculos especiais para agentes da lei. Sua lista de clientes inclui o governo chinês e as polícias de 14 províncias.

Mas a carteira tem mais de 400 nomes, alguns vistosos como Honda, Huawei, Nvidia e Xiaomi. Há um bom motivo. O líder técnico do Watson da IBM no Brasil, Fabrício Barth, vem acompanhando a evolução da SenseTime e diz que a empresa se diferencia pela diversificação, com sistemas adaptados às demandas de muitos setores. Cerca de 20 investidores apoiam a empreitada — além de Alibaba, colocaram dinheiro nas mãos de Li a Qualcomm, o fundo Temasek, de Cingapura, e a fabricante de eletrônicos chinesa Suning. Todos querem saber para onde o jovem empresário vai olhar a seguir.

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