Qual a relação entre blockchain e vegetais? Para o Walmart, tornar a refeição mais segura

Fonte:ÉPOCA

A maior varejista dos Estados Unidos planeja usar a tecnologia para rastrear seus alimentos e evitar contaminações
Hambúrgueres; fast food (Foto: Pexels)HAMBÚRGUERES; FAST FOOD (FOTO: PEXELS)

À primeira vista, as palavras alface e blockchain não parecem ter qualquer relação plausível. Para o Walmart, porém, a união faz todo sentido. A maior rede varejista dos Estados Unidos começará a utilizar a tecnologia por trás do Bitcoin para fazer nada menos do que rastrear seus vegetais folhosos.

O projeto foi detalhado pelo New York Times. Segundo o jornal, a rede utilizará um banco de dados desenvolvido pela IBM para incluir informações sobre seus produtos e fornecedores para poder localizá-los de forma mais rápida e precisa. Os fatores são importantes, por exemplo, nos casos em que são descobertas contaminações. O principal destaque se deve ao fato de ele registrar todo o processo de transporte, que envolve várias etapas e muitas vezes não é feito de forma linear.

Além de enfatizar para os clientes a qualidade de seus alimentos frescos, a companhia busca reforçar a sua experiência digital com a iniciativa. O sistema também pode representar economia. Em casos de contaminação, o rastreamento permite que a rede localize e elimine apenas os lotes afetados. Segundo a reportagem, a IBM desenvolveu o banco pensando também em outros varejistas com projetos semelhantes.

Segundo o jornal, “o esforço do Walmart levará tempo para ser lançado”. Até lá, ele deve enfrentar questionamentos sobre o real diferencial desse sistema em relação aos bancos de dados tradicionais. “Eu acho que é principalmente uma ‘jogada de marketing’, assim essas empresas podem se vender como líderes de blockchain”, disse David Gerard, autor do livro Attack of the 50 Foot Blockchain (O Ataque do Blockchain de 50 pés, em tradução livre), em entrevista à reportagem.

Algumas das críticas envolvem, por exemplo, o fato de o banco não ser capaz de identificar possíveis fraudes nas etapas de transporte – como o caso de alguém substituir o conteúdo de uma caixa de espinafres por outro produto, ou mesmo por drogas. “Você precisa de inspetores humanos que conheçam as fraudes”, diz o autor.

Apesar disso, o Walmart diz acreditar no potencial da tecnologia. O foco nos vegetais verdes folhosos, segundo o jornal, se deve ao fato deles, tais quais a carne bovina, serem alguns dos principais focos de contaminação. “Podemos trazer confiança ao sistema”, diz Frank Yiannas, vice-presidente de segurança alimentar do Walmart, ao jornal.

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