Funcionários pedem demissão e acusam Google de colaborar com governo chinês

Fonte:R7 / Hypeness

Um grupo de sete funcionários pediu demissão do Google alegando falta de transparência e envolvimento da gigante norte-americana com o Projeto Dragonfly, aplicativo de busca idealizado para se enquadrar aos métodos de censura adotados pelo governo da China. O BuzzFeed News aponta a existência de uma lista de e-mails denunciando a falta de ética e […]

Um grupo de sete funcionários pediu demissão do Google alegando falta de transparência e envolvimento da gigante norte-americana com o Projeto Dragonfly, aplicativo de busca idealizado para se enquadrar aos métodos de censura adotados pelo governo da China.

O BuzzFeed News aponta a existência de uma lista de e-mails denunciando a falta de ética e problemas de transparência envolvendo o Google. Entre os descontentes estão grupos de engenheiros de software.

Apesar da recusa em comentar o assunto, o Google já havia sido alvo de uma carta enviada por entidades de direitos humanos sobre os perigos de uma plataforma como o Dragonfly. Segundo eles, um sistema antiético.

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As denuncias abalaram as estruturas do Google

O assunto ganhou repercussão após matéria publicada pelo The Intercept denunciando encontros entre o CEO do Google, Sundar Pichai e representantes do alto escalão do governo chinês. Além de marcar o retorno do Google ao país após 10 anos de ausência, a nova plataforma de busca permitiria acesso apenas aos conteúdos endossados pelo governo comunista da China.

“Eu sou contra colaborações opressoras entre governos e grandes empresas. A transparência nestes casos é de interesse público”, confessou ao Intercept uma fonte anônima.

Sendo assim, publicações sobre adversários políticos, sexo, notícias e estudos acadêmicos estariam vetadas. BBC e Wikipédia são alguns dos impedidos de penetrar no mercado chinês. Os danos ao direito de liberdade de expressão foram um dos argumentos utilizados pelos funcionários dissidentes.

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O Google é acusado de colaborar secretamente com o governo chinês

“Estou ofendido por não terem dado nenhuma importância à comunidade de direitos humanos. Se você tem uma carta de coalizão de 14 organizações de direitos humanos e isso não leva a nenhum debate sobre a ética por trás de uma decisão, prefiro ficar do lado das organizações de direitos humanos”, revelou ao BuzzFeed um dos ex-funcionários do Google.

O estouro do escândalo provocou sérios abalos nas estruturas do Projeto Dragonfly, fazendo com que mais de mil funcionários assinassem o Código Amarelo para a Ética, uma lista de exigências cobrando uma mudança de postura da companhia.

Diante da pressão, Sundar Pichai garantiu que não pretende lançar um sistema de busca na China tão cedo. Por meio de um porta-voz, o Google disse ainda que “faz investimentos para ajudar os usuários chineses, como no desenvolvimento do Android e aplicativos para celular como o Google Tradutor e o Files Go”.

A empresa norte-americana finalizou refutando os planos noticiados pela imprensa. “Nosso trabalho para motores de busca tem sido exploratório e não estamos nem perto de lançar um produto na China”.

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