ONU encerra exposição sobre direitos humanos no Rio com quase 40 mil visitantes

Fonte: ONU

A ONU Brasil encerrou nesta semana (9) a exposição 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que trouxe para o Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, xilogravuras do paulistano Otávio Roth. Mais de 36 mil visitantes conheceram as obras do brasileiro, que ilustram os 30 artigos do documento internacional.

A ONU Brasil encerrou nesta semana (9) a exposição 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que trouxe para o Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, xilogravuras do paulistano Otávio Roth. Mais de 36 mil visitantes conheceram as obras do brasileiro, que ilustram os 30 artigos do documento internacional.

Em cartaz de 8 de agosto a 9 de setembro, a iniciativa marcou o retorno das ilustrações aos museus do Brasil, após 30 anos de um hiato em que as xilogravuras só podiam ser vistas nos escritórios centrais da ONU, em Genebra, Viena e Nova Iorque.

Com as peças, Roth se tornou o primeiro artista vivo a expor nas Nações Unidas, em 1978. A Declaração Universal foi adotada pelos países-membros da Organização em 10 de dezembro de 1948, poucos anos após o término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O texto foi fruto de um esforço global para garantir que os horrores do conflito — como o Holocausto — jamais se repetissem.

Com a participação de missões diplomáticas da Argélia, Bélgica, Canadá, França, México, Reino Unido e Suíça, a exposição também promoveu debates paralelos sobre temas como o papel das mulheres na política e na educação, as pautas da população LGBTI e os direitos dos migrantes. Também foi realizada uma oficina com adolescentes, que usaram tinta, pinceis e azulejos para criar obras sobre os artigos da Declaração.

Para o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, a mostra e as discussões fortaleceram a mensagem de que os direitos humanos “não são negociáveis ou adaptáveis dependendo do nível de recursos de um país, ou da cultura, ou de outros critérios”.

“Como já nos diz o primeiro artigo, todos os seres humanos são iguais e, portanto, com os mesmos direitos — quer nasçam ou morram nos países escandinavos ou em países com problemas de desenvolvimento ou conflitos”, completa o dirigente.

Ednor Medeiros, diretor do Centro Cultural Correios, avalia que a exposição permitiu “um amadurecimento social” dos debates sobre direitos humanos.

“Nós temos diversos problemas sociais e um percentual muito significativo da sociedade que vive em condições bastante restritivas. É a partir do debate, que a gente vai evoluindo, convivendo com a pluralidade”, afirma o gestor da instituição.

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