Hackear aviões é questão de tempo, sugere estudo do governo dos EUA

Fonte: Época NEGÓCIOS

LONDON, ENGLAND - JANUARY 31: An aeroplane flies past the supermoon during the Premier League match between Chelsea and AFC Bournemouth at Stamford Bridge on January 31, 2018 in London, England. (Photo by Mike Hewitt/Getty Images) (Foto: Photo by Mike Hewitt/Getty Images)
Avião de passageiros sob a lua, no céu de Londres (Foto: Photo by Mike Hewitt/Getty Images)

O ataque hacker a um avião pode ser “catastrófico” e é “apenas uma questão de tempo” para acontecer. É o que apontam documentos do governo americano obtidos pelo site americano Motherboard.

Entre os documentos citados pelo site estão apresentações que discutem medidas para descobrir vulnerabilidades em modelos comerciais. Eles se baseiam em pesquisas do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês), que, no ano passado, conseguiu hackear remotamente um Boeing 757. Os documentos também sugerem que pesquisadores podem ter realizados outro teste desse tipo – desta vez baseado no Wi-Fi e em sistemas de entretenimento do voo. Eles não deixam claro, porém, o que foi concluído nesse novo teste.

Uma das apresentações aponta que o “potencial de desastre catastrófico é inerentemente maior em um veículo aerotransportado” e que é “uma questão de tempo até que ocorra uma violação de segurança cibernética em uma companhia aérea”. Ela é datada de janeiro deste ano e contém o logo do Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), um laboratório de pesquisa do Departamento de Energia dos EUA.

Segundo a reportagem, os documentos foram obtidos após solicitação à Diretoria de Ciência e Tecnologia do DHS (S&T) por meio da Lei de Acesso à Informação do país. Em 2016, a diretoria encarregou um grupo de realizar avaliações de vulnerabilidade cibernética em aviões. Na época, oficiais foram capazes de demonstrar como hackear remotamente um avião comercial utilizando equipamentos que poderiam passar pela segurança dos aeroportos.

Em resposta à solicitação do site Motherboard, a Diretoria de Proteção e Programas (NPPD) do Departamento disse, em um comunicado, que “leva a segurança cibernética da aviação a sério e trabalha com pesquisadores e fornecedores para identificar e mitigar vulnerabilidades no setor de aviação”. O texto também afirma que “a indústria da aviação, incluindo fabricantes e companhias aéreas, investiu pesadamente em segurança cibernética e construiu procedimentos robustos de testes e manutenção para gerenciar riscos”.

Em uma apresentação de 2016, porém, o DHS diz que “a maioria das aeronaves comerciais atualmente em uso tem pouca ou nenhuma proteção cibernética”. O fato de a Boeing estimar a vida útil de mais de 20 anos para a sua atual aeronave significaria “de 15 a 20 anos de maior vulnerabilidade cibernética”, segundo o documento. Em resposta à publicação das afirmações, a Boeing disse estar confiante da segurança cibernética de suas aeronaves.

Além do risco para os voos, os documentos também apontam que um ataque desse tipo teria consequências comerciais – como uma interrupção da carga aérea para operações comerciais ou militares e até mesmo a percepção do público em relação aos riscos. Ainda assim, eles antecipam uma “relutância significativa do mundo comercial em gastar recursos para impedir a penetração e o ataque”. Segundo a reportagem, parte dos documentos solicitados foi retida pelo Departamento com o intuito de proteger segredos comerciais e informações destinadas à aplicação das leis.

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