OMS oferece cursos gratuitos para profissionais de emergências em saúde

Fonte: ONUBR

Para melhorar o atendimento de pessoas em situações de emergência, a Organização Mundial da Saúde (OMS) oferece mais de 30 cursos online e gratuitos para profissionais que atuam em crises. Formações estão divididas em quatro canais temáticos — epidemias e pandemias, resposta, habilidades sociais de comunicação e mobilização e trabalho de campo. Capacitações são parte de nova plataforma de ensino da agência da ONU.

Agentes de saúde combate ebola na Guiné. Foto de 2015. Foto: ONU

Para melhorar o atendimento de pessoas em situações de emergência, a Organização Mundial da Saúde (OMS) oferece mais de 30 cursos online e gratuitos para profissionais que atuam em crises. Formações estão divididas em quatro canais temáticos — epidemias e pandemias, resposta, habilidades sociais de comunicação e mobilização e trabalho de campo. Capacitações são parte de nova plataforma de ensino da agência da ONU.

Lançada em junho do ano passado, a OpenWHO (nome original em inglês) já recebeu inscrições de mais de 25 mil pessoas, oriundas de mais de 190 países e territórios. A maioria dos alunos é da Nigéria, Índia e Estados Unidos. Com a parceria da ONG Tradutores Sem Fronteiras, a OMS consegue traduzir os conteúdos para mais de 122 idiomas, de acordo com a necessidade.

As atividades oferecem aprendizagem individualizada, cobrindo elementos técnicos, operacionais e sociais que são a chave da resposta epidêmica e pandêmica. Participantes podem acompanhar as aulas e materiais no seu próprio ritmo. Entre as 34 formações disponíveis, as mais populares até o momento são Sistema de Gestão de Incidentes, Doenças com propensão a pandemias e epidemias e Comunicação.

“Queremos estabelecer a plataforma da OMS como uma fonte líder e confiável de informações em saúde pública”, afirma o diretor de gerenciamento de riscos infecciosos da OMS, Sylvie Briand. “Muitas pessoas morreram por falta de conhecimento. Queremos que esses cursos online ajudem a salvar vidas”.

O sistema OpenWHO é interativo e permite que experiências e informações sejam compartilhadas e atualizadas por meio de discussões e feedback. Até 250 mil alunos podem acessar os cursos a qualquer momento e não há limite de inscrições. O projeto foi concebido para uso em locais remotos, onde a conectividade com a internet pode ser fraca ou ausente. Os materiais também podem ser baixados para uso offline.

Briand lembra que a OMS já promovia aperfeiçoamento técnico para especialistas e trabalhadores de saúde, mas o alcance era limitado. “Tivemos informações sobre doenças como peste, MERS e ebola e fizemos vários cursos, mas eles estavam no papel, não estavam acessíveis no campo.”

O portal está integrado aos meios de comunicação social da OMS — Facebook, Twitter e LinkedIn — e também foi configurado para funcionar em smartphones, tablets e computadores. Conheça a OpenWHO clicando aqui.

De acordo com o organismo internacional, a difusão de conhecimento é uma das principais ferramentas para lidar com desafios de saúde pública, agravados no início do século XXI com a ampliação do comércio e das viagens, a rápida urbanização, a degradação ambiental e as mudanças climáticas.

“As principais epidemias que vimos neste século destacaram a necessidade de um sistema que transforme rapidamente o conhecimento científico em ação no campo”, completa Gaya Gamhewage, gerente da equipe de Apoio para Respostas da OMS no Departamento de Controle de Riscos Infecciosos.

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