Contrate neurodiversidade

Fonte: VALOR

Unidos, mas com cérebros diferentes
memória de internet ; cérebro conectado ;  (Foto: Thinkstock)
(Foto: Thinkstock)

Neurodiversidade? A maioria da população ainda não conhece o conceito. Mas executivos, gestores de equipe e profissionais de RH em geral já deveriam compreendê-lo — e lidar com ele para conseguir os melhores resultados. A neurodiversidade abarca as diferentes características neurológicas encontradas numa população, como dislexia, displasia, autismo, desordem bipolar e síndrome de Asperger — um universo de condições que afeta cerca de 10% da população, segundo o centro de pesquisas britânico CIPD (Instituto Oficial de Pessoal e Desenvolvimento), especializado em força de trabalho. Isso significa que há no mercado (e talvez dentro da empresa em que você trabalha) muitos profissionais com esses traços. Apesar disso, apenas um entre dez diretores de Recursos Humanos inclui a neurodiversidade como variável na gestão do trabalho, alerta o CIPD. Ao ignorar esse fator, seja por falta de informação, seja pela ausência de estruturas flexíveis nas organizações, gestores deixam de fazer com que todos os funcionários desenvolvam seu pleno potencial.

Academia (Foto:  )

O artigo do CIPD apresenta sugestões para que uma organização acolha a neurodiversidade. Frequentemente, o profissional neurodiverso é excluído logo de saída de uma seleção ou oportunidade interna, ao revelar sua condição.  Em vez de avaliar um profissional checando uma longa lista de habilidades, o recrutador pode se concentrar inicialmente nas necessidades específicas requeridas pelo cargo a ser preenchido e verificar se o candidato  neurodiverso se encaixa nele.

Os autores defendem uma cartilha básica de RH — cultura corporativa clara, treinamento de lideranças e estilo de gestão inclusivo, que destaque a diversidade. Além disso, mais especificamente, propõem a adoção de métodos de gestão que considerem os indivíduos neurodiversos e diferentes tipos de traços emocionais. Por serem mal compreendidos, muitos desses perfis acabam sofrendo preconceito e discriminação, com consequente isolamento do profissional em seu ambiente de trabalho — e piora de resultados para a equipe.

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