São Paulo renova compromisso com metas da ONU sobre HIV e AIDS

Fonte: BBC BR

Ratificada neste mês (5) por São Paulo, a Declaração de Paris traça uma estratégia para que cidades consigam acabar com a AIDS, como problema de saúde pública, até 2030. Um dos itens desse plano é o cumprimento das metas 90-90-90 do UNAIDS. Os objetivos determinam que, até 2020, 90% das pessoas vivendo com HIV estarão cientes de seu estado sorológico positivo, 90% dos indivíduos com o vírus estarão sob tratamento e 90% das pessoas em terapia estarão com a carga viral indetectável.

 

Da esquerda para direita, o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, a diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Foto: Programa Municipal DST/AIDS
Da esquerda para direita, o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, a diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Foto: Programa Municipal DST/AIDS

A Prefeitura de São Paulo ratificou neste mês (5) seu compromisso com a Declaração de Paris, um documento das Nações Unidas que prevê a aceleração da resposta à epidemia de HIV. O prefeito Bruno Covas também renovou a parceria do município com o Programa Conjunto da ONU sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e com as metas 90-90-90 do organismo.

Assinada em novembro de 2015 pela capital paulista, a Declaração de Paris traça uma estratégia para que cidades consigam acabar com a AIDS, como problema de saúde pública, até 2030. Um dos itens desse plano é o cumprimento das metas 90-90-90. Os objetivos determinam que, até 2020, 90% das pessoas vivendo com HIV estarão cientes de seu estado sorológico positivo, 90% dos indivíduos com o vírus estarão sob tratamento e 90% das pessoas em terapia estarão com a carga viral indetectável.

“Um dos principais gargalos que enfrentamos hoje é o fato de o tema do HIV ter saído de pauta e também desse falso senso comum de que agora está tudo sob controle com os novos medicamentos”, afirmou Covas durante encontro com diretora do UNAIDS no Brasil, Georgia Braga-Orillard. “Esse desafio cultural é um dos maiores a serem vencidos”, completou o chefe do Executivo.

De acordo com dados do Programa Municipal DST/AIDS, a cidade de São Paulo diagnosticou 76,5% das 99 mil pessoas que, segundo estimativas, vivem com HIV. Dos casos identificados, 65% envolvem indivíduos que estão em tratamento — cerca de 49,4 mil pessoas. Dessa população, 93% — ou quase 46 mil pessoas — estão com carga viral indetectável.

De acordo com dados do Ministério da Saúde de 2016, a taxa de detecção de AIDS no município é de 20,9 casos para cada 100 mil habitantes. A média do Brasil é 18,5.

“São Paulo está no centro da resposta para a epidemia de HIV no Brasil. A liderança do município neste processo é fundamental para que o país consiga alcançar as metas 90-90-90, não somente pelo tamanho de sua população, mas também pela qualidade da resposta que tem demonstrado nestes últimos anos”, disse Braga-Orillard.

“A liderança e o exemplo de São Paulo serão certamente muito importantes para outras cidades da América Latina e tantas outras ao redor do mundo, já comprometidas com a Declaração de Paris.”

Também participaram da reunião o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, e a coordenadora do Programa de DST/AIDS da cidade, Maria Cristina Abbate.

No Brasil, além de São Paulo, outras 41 cidades, dois estados — Rio Grande do Sul e Santa Catarina — e o Distrito Federal já assinaram a Declaração de Paris. Juntas, essas localidades são o lar de uma população de mais de 47 milhões de brasileiros.

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