Tecnologia pode automatizar 3 a cada 10 empregos

Fonte: ÉPOCA

Relatório da consultoria Michael Page aponta que substituição total dos trabalhadores por robôs é improvável
robô - robotização - automação (Foto: Alexander Koerner/Getty Images)
A substituição total dos trabalhadores por robôs, contudo, é improvável (Foto: Alexander Koerner/Getty Images)

O futuro do mercado de trabalho é praticamente incerto – principalmente no Brasil, que ainda se recupera da crise. Mas se há algo que temos certeza é que a inteligência artificial vai reestruturar praticamente todas as áreas que trabalham com lógica repetitiva e dedução.

A substituição total dos trabalhadores por robôs, contudo, é improvável. Relatório divulgado com exclusividade pela empresa de recrutamento Michael Page à Época Negócios aponta que 3 a cada 10 empregos devem ser automatizados até 2030.

“Apesar de já existir tecnologia para otimizar grande parte das ocupações no mundo, um número muito menor ocorrerá no curto prazo devido à velocidade de implementação e inserção dessas mudanças”, afirma Ricardo Basaglia, diretor-executivo da consultoria global.

Com tamanha morosidade e possibilidade de entraves tecnológicos no decorrer do processo, menos de 5% dos postos de trabalho atuais são passíveis de ser 100% automatizados. Ou seja, a função humana hoje é indispensável — e será durante muito tempo, segundo o executivo.

“A tecnologia eliminou algumas profissões, mas também criou outras. A inteligência artificial não substitui a vaga do profissional, mas o profissional que não sabe lidar com ela perde sua vaga”, alerta Basaglia.

Reprodução de rosto; inteligência artificial (Foto: Patrícia Basilio)
Rostos criados por inteligência artificial em 1996 e este ano mostram evolução da tecnologia (Foto: Patrícia Basilio)

A filósofa futurista Nell Watson acredita que a tecnologia será parceira do profissional no mercado de trabalho. “As máquinas são como bebês, precisamos ensinar habilidades e ética para que elas possam executar sua função”, destaca a norte-americana.

Mundo da criação
De acordo com Nell Watson, a inteligência artificial tem potencial de salvar vidas ao facilitar o desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos de doenças raras. “O mundo de amanhã não é de seguir receitas, é de criar”, compara a engenheira.

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A IBM Health, divisão de soluções para saúde da multinacional de tecnologia, trouxe este futuro à realidade. O famoso robô Watson está sendo utilizado nos EUA para codificar artigos científicos da área médica e, desta forma, auxiliar os especialistas no diagnóstico de doenças graves, como o câncer.

Ou seja, após analisar o paciente, o clínico lista os sintomas no sistema e recebe sugestões de diagnósticos e tratamentos do Watson. Segundo relatório, o robô concorda com a avaliação médica em 93% dos casos.

Segundo a IBM Health, a proposta não é que o Watson faça o diagnóstico de pessoas doentes, tampouco sugira tratamentos. A ideia é que a tecnologia ajude o médico a definir uma terapia personalizada para cada paciente – principalmente em regiões do mundo que carecem de especialistas, como oncologistas, cardiologistas, entre outros.

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