A Policia é galinha ou pata?

Por Osvaldo Matos de Melo Júnior
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Quase 600 mil presos em flagrante delito por ano, dezenas de milhões de ocorrências de todo tipo, da briga de vizinho ao assalto a banco, da violência doméstica a grandes chacinas. E olha que toda essa atividade é realizada, na maioria das vezes, com situações totalmente desproporcionais do treinamento à viaturas, da proteção individual ao perfeito estado mental.

Delegacias e quartéis em estado de penúria, muitos apresentam situações desumanas. A grande maioria obrigada a fazer jornadas extras nas instituições e também no bico para conseguir alimentar a família e garantir o mínimo de uma vida moderna. Faltam fardas, botas, capacetes, coletes, simuladores, balas de treinamento, combustível, pneu, algemas, armas não letais, condicionamento físico, apoio alimentar, pô falta tudo. A única instituição presente em todos os cantos do Brasil fazendo muitas vezes os diversos papéis do Estado.

Terror, pânico, medo povoam o cotidiano dos seus familiares e amigos. Alta carga e muita pressão são levadas diariamente aos corpos e mentes desprotegidas e desamparadas com sistemas de saúde sucateados e falta de apoio psiquiátrico e psicológico.

A mesma sociedade que eles defendem os olha como inimigos despreparados e nunca como aliados e sacerdotes, que mesmo sem as condições mínimas continuam arriscando suas vidas. Essa sociedade que faz questão de denegrir e nunca aplaudir, de cobrar e nunca doar, de criticar e nunca sugerir e de reclamar e nunca elogiar.

500 assassinados de policiais, por ano 4.000 feridos e a maior taxa de suicídio de agentes do mundo, esse é o retrato do policial brasileiro?

Será que 62.000 assassinatos, 1 milhão de feridos, dezenas de milhões drogados, assaltos, furtos, golpes,  maior consumo de drogas do mundo, violência conta a mulher, crianças e idosos e muita impunidade é culpa da policia?

Onde o crime foi reduzido a população foi envolvida, participa, denúncia, cuida da comunidade e a policia é respeitada nos seu direitos mínimos e condições de trabalho. Foi assim em todos os continentes, seria diferente no Brasil???

Comandantes, delegados, policiais do Brasil mostrem sua cara, suas ocorrências, os pesadelos retirados da sociedade, necessidades e vitórias. Usem as redes sociais, abram canais diretos com a imprensa, sejam fontes de veículos on e off line. Façam o jornal da comunidade e cartazes mostrando a rotina das suas vidas em pró da população. Visitem rádios comunitárias, jornais de bairro, centros comunitários, escolas e espaços de atendimento.

Botem a boca no trombone, pois a nobre missão de vocês precisa ser entendida pela população que será a única aliada para mudar a atual situação de desprestigio que vocês passam em um país tão cheio de ingratidão com seus agentes da lei.

 

Osvaldo Matos de Melo Júnior Pernambucano – Publicitário, Sociólogo e Especialista em Marketing e Comércio Exterior. Pesquisador de Segurança e Defesa, há 30 anos.

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