A hora do xerife na segurança brasileira


Por Osvaldo Matos de Melo Júnior
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Diante de tanta baboseira que os nossos políticos e “policiólogos”, que desconhecem o que se passa de verdade na segurança pública mundial, vem defendendo nos últimos anos, em relação à desmilitarização da PM, polícia única e tantas outras idiotices e insanidades, será que não chegou a hora de testar a experiência mais exitosa de polícia comunitária do mundo, através da figura do xerife eleito pelo povo e que pode nomear seus próprios agentes escolhidos entre cidadãos de ilibada conduta e credibilidade em suas comunidades aliados aos agentes das demais instituições policiais estaduais, municipais e federais, tendo seu mandato avaliado constantemente?

No Brasil, país que se diz totalmente democrático, não seria difícil instituir mais esta instituição com base nas leis já existentes que ajudaram a criar os conselhos tutelares, por exemplo. Mantendo a mesma estrutura, mas subordinando as policias existentes ao comando de um xerife, eleito por distrito ou cidade com base em um programa de ação explicado com detalhes à população durante a campanha ao xerifado e com metas.

Nos Estados Unidos, onde existem algumas centenas de polícias especializadas por tipo de crime e milhares de departamentos, o xerife é uma das instituições mais admiradas, respeitadas e com grandes cases de sucesso na redução da violência em todo território. O xerife vem da idade média: é talvez a primeira instituição genuinamente policial da história mundial.

Alguns países como o Canadá e a Colômbia praticam algo parecido, onde os agentes da lei são formados, reciclados e mantidos pela instituição Real Policia Montada no Canadá e Policia Nacional da Colômbia, ambas Gendarmarias, e cedidos através de convênios para os estados e municípios. Algo parecido também acontece na Inglaterra, Itália e França.

Não vejo dificuldades em uma solução que se adapte ao nosso modelo sem grandes traumas, despesas ou quebras de disciplina e jurisdição. Basta tornar o xerife o grande foco da administração policial no Brasil. 

Chegou a hora de o povo tomar conta da sua segurança, pois a situação imoral de verdadeiro genocídio dos últimos anos não pode continuar com milhões de vidas sendo ceifadas pela incompetência a cada década. Segurança deve ser prioridade para o seu voto. Quem anda nas ruas sem escolta é o cidadão e seus familiares.

Osvaldo Matos de Melo Júnior Pernambucano – Publicitário, Sociólogo e Especialista em Marketing e Comércio Exterior. Pesquisador de Segurança e Defesa, há 30 anos.

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