VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO: PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO

Somente neste último ano foram registrados 32.632 denúncias de violência contra o idoso. Em vista disso, reforçou-se a necessidade de falarmos sobre esse tipo de agressão contra o idoso. Um assunto tão triste, revoltante e infelizmente, comum.

O número de idosos no Brasil cresce todos os anos devido ao aumento da expectativa de vida da população, em especial o subgrupo de idosos acima dos 80 anos.

Hoje, para cada duas pessoas com menos de 15 anos, existe uma acima de 60. Além disso, segundo os dados do IBGE, até 2050 a população de idosos no Brasil irá triplicar!

Entre 5% a 10% dos idosos ao redor mundo sofrem violência. E aliás, você sabia que a cada 10 minutos um idoso é agredido no Brasil?

E tem mais: você sabia que não é só a agressão física que é considerada violência?

Para se informar e poder denunciar, entenda quais são os tipos de violência contra o idoso.

Violência física

É o tipo de violência mais visível. É aquela em que o idoso sofre maus tratos ou abusos físicos. Inclui empurrões, tapas, beliscões. Podem acontecer agressões com estiletes, cintos, facas, instrumentos que machuquem e armas de fogo.

Negligência/abandono

É o tipo mais comum de violência. A negligência ocorre através da omissão da família ou de instituições em que o idoso se encontra por falta de cuidados básicos para a proteção física, social e emocional do idoso. Entram nesse grupo privação de remédios, falta de proteção contra o frio ou calor e a negligência com a higiene da pessoa. Pode acontecer o abandono do idoso também, que é considerada a forma mais extrema de negligenciar aquela pessoa.

Sexual

Essa é a violência que obriga o idoso a fazer, presenciar ou participar de alguma forma de uma atividade sexual. Essa violência é praticada quando uma pessoa faz uso de poder, intimidação, coerção, pressão psicológica ou força física. A violência sexual pode ser praticada contra idosos de qualquer sexo.

Econômico-financeira e patrimonial

Essa violência ocorre quando alguém usufrui de forma ilegal ou imprópria dos bens do idoso. Além disso, se encaixa nesse tipo de violência o uso não consentido de seus recursos financeiros e do seu patrimônio.

Autoinfligida e autonegligência

Nesse tipo de violência o diferencial é que ela não acontece por causa de outras pessoas, mas dela mesmo. Ela acontece quando a conduta da própria pessoa idosa ameaça a saúde dela mesma ou sua segurança e quando se recusa a receber os cuidados que precisa.

Psicológica

É um caso de violência psicológica qualquer tipo de menosprezo, preconceito, desprezo e discriminação. Inclui agressões verbais, gestuais ou qualquer ação que for feita para humilhar, assustar, aterrorizar ou isolar a pessoa do convívio social. Esse tipo de violência é o segundo mais comum e pode gerar solidão, depressão, tristeza e sofrimento mental para o idoso.

Tipos de violência contra o idoso mais comuns no Brasil

De acordo com os dados mais recentes do Disque 100 (número em que se denuncia a violência contra o idoso) as denúncias se dividem da seguinte forma (lembrando que pode ocorrer mais de um tipo de violência por denúncia):

  • 77% das denúncias são por negligência;
  • 51% por violência psicológica;
  • 38% por abuso financeiro e econômico ou violência patrimonial;
  • 26% por violência física e maus tratos.

Fique atento!

É muito comum que o idoso não fale sobre os abusos e agressões que sofrem.

Nos casos de um idoso com Alzheimer, isso é mais comum ainda, afinal, muitas das vezes a pessoa já está muito confusa e sem compreender direito a situação.

Ou seja, os familiares, amigos e vizinhos tem que estar sempre muito atentos às expressões faciais, gritos, queixas e se o doente apresenta machucados, roxos ou arranhões recentes.

O Caderno de Violência Contra a Pessoa Idosa tem alguns indicadores de violência, que servem como um norte para que os vizinhos, familiares e amigos possam observar e investigar se o idoso está sendo vítima de violência.

Sinais de que o idoso está sofrendo violência

  • Ter medo de um familiar ou de um cuidador profissional;
  • Não querer responder quando se pergunta, ou olha para o cuidador/familiar antes de responder;
  • Seu comportamento muda quando o cuidador/familiar entra ou sai do espaço físico onde se encontra;
  • Manifesta sentimento de solidão, diz que precisa de amigos, família, dinheiro, etc.;
  • Expressa frases que indicam baixa autoestima: “não sirvo pra nada,” “só estou incomodando”;
  • Mostra exagerado respeito ao cuidador/familiar.

Sinais de que o cuidador pode ser um possível agressor

  • Apresenta um importante nível de estresse ou sobrecarga nos cuidados com a pessoa idosa;
  • Dificulta ou evita que o profissional e a pessoa idosa conversem em particular;
  • Insiste em contestar as perguntas dirigidas à pessoa idosa;
  • Põe obstáculos para que se proporcione no domicílio a assistência necessária à pessoa idosa;
  • Não está satisfeito em cuidar da pessoa idosa;
  • Mostra descontrole emocional, fica sempre na defensiva;
  • Mostra-se excessivamente “controlador” nas atividades que a pessoa idosa realiza na vida cotidiana;
  • Culpabiliza o idoso por tudo que acontece, inclusive pelas sua condição de saúde.

Estresse do cuidador e violência contra o idoso

Ser cuidador de um idoso, principalmente com Alzheimer, pode ser estressante para o cuidador em muitos dos casos. Existem sintomas e fases da doença que exigem uma dedicação exclusiva do cuidador, e se ele não tomar cuidado pode sofrer com o “estresse do cuidador”.

Esse problema é muito comum: 2 em cada 3 pessoas que cuidam de algum doente desenvolvem o estresse do cuidador em algum momento.

Ou seja, pode acontecer com qualquer pessoa, no entanto, existem formas de driblar esta situação. O que não pode acontecer é que o cuidador estressado desconte no idoso e pratique violência contra ele.

Se você conhece algum cuidador que tem sintomas como: cansaço, irritação, insônia, perda ou ganho de peso e vontade de se isolar de tudo e de todos, aconselhe-o a buscar ajuda!

Leia nosso artigo com 8 dicas para aliviar o estresse do cuidador.

Além disso, tanto o cuidador, quanto os familiares devem se informar ao máximo sobre o Alzheimer para que aprendam a lidar melhor com o idoso e saibam o que esperar das próximas fases, dos sintomas e dos tratamentos.

Estar bem informado sobre a doença é o primeiro passo para prevenir o estresse do cuidador. Afinal, quando sabemos onde estamos pisando e qual o melhor caminho seguir, não fica tudo mais fácil e leve?

Uma opção é o Curso Gratuito Online Para Cuidadores do Alzheimer360, que tem 4 vídeo-aulas gratuitas e exclusivas sobre o Alzheimer, com grandes profissionais.

Denuncie!

Qualquer tipo de violência deve ser denunciada. Vamos lutar pelo bem estar dos nossos idosos.

Para isso, Disque 100! É um serviço gratuito e que funciona 24h por dia, da Secretaria dos Direitos Humanos.

Ah, detalhe: a identidade de quem denuncia é sempre preservada! Se preferir, faça a sua denúncia no portal http://www.disque100.gov.br.

Cuidar é amar!

Cuidar de quem amamos é uma tarefa que deve ser feita com muito carinho, priorizando a felicidade dessa pessoa.
Atitudes como essa podem trazer efeitos grandiosos, melhorando não só os cuidados da pessoa, mas o bem-estar do cuidador em geral. Na plataforma de ensino do Alzheimer360 existem vários vídeos incríveis de palestrantes que cuidaram de seus familiares, muitas vezes abrindo mão de suas próprias vidas para isso, e com o bom humor e o carinho conseguiram tornar tudo mais leve. Quer assistir a esses vídeos inspiradores? Vire um assinante do Alzheimer360!

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