Eu só queria…

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Como eu queria ter liberdade, andar pelas ruas da cidade em que nasci e poder viver cada pedacinho da minha terrinha.

Eu só queria ir ao parque com meus filhos e sobrinhos, fazer boas caminhadas e tomar um sorvete.

Como eu gostaria de curtir uma prainha no final de semana sem medo de nada, só de tubarão.

Andar com os vidros do carro abertos, ou até fechados com o ar-ligado, sem me preocupar com nada. Como eu queria bater a cidade inteira de bicicleta com pessoas queridas e novos amigos ciclistas.

Seria tão bom se eu pudesse levar meu filho caminhando ao colégio que fica menos de 2 km da minha casa. Ficar na calçada com os vizinhos jogando conversa fora, ou bater aquele papo no mercado com pessoas que conheci naquele momento.

E atender a ligação da minha mãe idosa em qualquer lugar, ou poder caminhar pelas ruas do Recife Antigo curtindo aquele belo casario e monumentos, sem pichação.

Eu só queria poder marcar com os amigos para curtir os bares e restaurantes do meu Recife, que é um dos maiores e melhores polos de gastronomia do Brasil.

Deixar o carro na garagem e ir até a pizzaria do meu bairro a pé com meus filhos e esposa.

Queria poder assistir minha missa sem medo de quem está entrando na igreja e depois tomar um café na praça conversando com os vizinhos.

Com desejaria assistir o jogão do meu time e poder deixar o carro nos estacionamentos autorizados nas imediações.

Viajar, conhecer e curtir muito as trilhas, cachoeiras, engenhos, sítios históricos, museus, festas do interior, feiras e festivais do meu rico Estado da cultura.

Mas, isso fica só no como eu queria. Pois preciso preservar a minha vida, dos meus familiares e amigos e pensar duas vezes antes de desejar algo tão simples e corriqueiro nos países que sabem lidar com questões de segurança, mas que no nosso Brasil é quase que suicídio executar e viver esses tão pequenos desejos.

Como eu queria ter governantes que conseguissem enxergar que sem segurança não existe auto-estima, desenvolvimento e respeito.

O respeito a esses desejos de todos os cidadãos, não é só obrigação do Estado é dever maior de um governo para com o povo que o escolheu, pois se só o Estado tem o monopólio da força, da lei, da restrição da liberdade e agora da posse de armas, o mínimo que exigimos é o sublime direito de ir e vir.

Osvaldo Matos de Meo Júnior- Publicitário e Sociólogo.

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